Oficina de Direito Ambiental do Largo São Francisco

Oficina de Direito Ambiental do Largo São Francisco Grupo de pesquisa e extensão composto por alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, coordenado pela professora Ana Maria Nusdeo Coodenação: Prof.

OFICINA DE DIREITO AMBIENTAL
PRÁTICA JURÍDICA DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE CONFLITOS AMBIENTAIS

Esse texto é uma breve descrição da oficina de direito ambiental da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Sendo enquadrada como uma atividade de extensão, ela tem como objetivos:
1. Aprofundar a compreensão dos conflitos ambientais no qual o embate de interesses contrapostos e a violação de d

iferentes direitos resultam em demandas judiciais e administrativas de alta complexidade;
2. Analisar as possíveis formas de encaminhamento desses conflitos tanto a partir da interpretação e aplicação das normas jurídicas, como de outras soluções tais como a adequada formulação de políticas; a mediação ambiental; a participação social; observatório de direitos, etc;
3. Oferecer oportunidade de aprendizado aplicado no direito ambiental, a fim de analisar a aplicação de argumentos e princípios desenvolvidos em teoria. As atividades realizadas pela oficina, dentro dos objetivos acima descritos, são:
1. Leitura da literatura básica sobre conflitos ambientais;
2. Encontros semanais para debate e discussão acerca dos projetos realizados pelos membros.
3. Divulgação da pesquisa realizada e de informações em seminários, materiais explicativos e produção acadêmica. As ações realizadas pela oficina são feitas por alunos – graduandos e pós-graduandos – tanto da FDUSP quanto de outras unidades, e são de grande relevância para a formação acadêmica e profissional deste, pois o estudo do direito é caracterizado por forte viés teórico, no qual se estuda por meio de livros que descrevem um entendimento doutrinário sobre um assunto. Há uma lacuna, sentida pelos estudantes quanto à compreensão sobre se as decisões produzidas resolveram, ou encaminharam determinados conflitos na área ambiental. Ambiciona-se, assim, uma compreensão mais crítica das normas jurídicas e de sua aplicação, além do aprendizado sobre os meios jurídicos disponíveis para o encaminhamento das questões. Os alunos devem aprender a usar as normas jurídicas, mas também a criticar seus limites e, se possível, superá-los (por meio de formas mais dialogadas na solução de conflitos). Deste modo, é esperado um resultado de tais atividades, que funcionam também como indicadores de acompanhamento dos alunos, tais como:
1. Veiculação de informações por meio de eventos, ou digitais, como blog ou páginas nas redes sociais, com as informações obtidas pelo grupo (descrição do conflito, normas aplicáveis, entrevistas, ações judiciais, etc.).
2. Apresentação do trabalho no Simpósio do aprender com cultura e extensão;
3. Produção de projetos de pesquisa individuais ou coletivos para aprofundar o estudo dos problemas identificados na atividade de cultura e extensão, a fim de aperfeiçoar as atividades de Oficina no médio prazo. Como citado acima, o público alvo da oficina são alunos não só da Faculdade de Direito, mas também de outras unidades da USP. Espera-se que as atividades de extensão atinjam grupos mais amplos, por meio da veiculação de informações sobre aspectos jurídicos dos conflitos ambientais e do diálogo com comunidades e grupos envolvidos nos conflitos. As atividades da Oficina, nos últimos 3 anos envolveram:
1) A análise de conflitos ambientais nas áreas de mananciais na região metropolitana, analisando o histórico e dinâmica da ocupação observando sua forte relação com o direito à moradia;
2) O tema das áreas contaminadas no Estado de São Paulo e o caso do Campus Leste da Universidade;
3) As áreas de preservação permanente urbanas, sua disciplina jurídica e experiência nos municípios brasileiros;
4) As mudanças climáticas e a implementação de normas para sua mitigação ou adaptação de seus efeitos. Associada Ana Maria Nusdeo

Coordenação executiva: André Santos, Luis Gustavo Lazzarini e Natalia Jodas

04/08/2020

Estão abertas as inscrições para as atividades da Oficina nesse segundo semestre de 2020, 04/08 (terça-feira) até 11/08 (terça-feira)!

Nesse período, nosso foco estará sobre os estudos e pesquisas em litigância climática.
Mais especificamente, as atividades consistirão em encontros para discussão do tema, discussão de textos e orientação para pesquisa e leituras; realização da estudos e pesquisa; e encontros para debates de resultados.

Serão ofertadas 20 vagas, destinadas a membros da FD, de outras unidades da USP e alunos externos. A seleção será feita a partir de análise de interesse, currículo e disponibilidade, além de entrevista.

Alunos de outras unidades da USP, bem como os do primeiro ano da FD, não têm direito a crédito, mas, como os membros externos, receberão um certificado de participação ao final do semestre.

As reuniões serão às terças-feiras, das 18h30 às 20h. Devido ao momento de pandemia, acontecerão pela plataforma Cisco Webex (ou outra plataforma de reunião virtual, de acordo com a possibilidade e oportunidade).

Nosso primeiro encontro será no dia 25/08/2020, terça-feira.

As/os interessadas/os deverão enviar e-mail para [email protected] informando nome e o ano que está cursando, se o estiver.

Atenção, prezadas e prezados,Devido à pandemia do novo coronavírus, as datas do 25º Congresso Brasileiro de Direito Ambi...
30/04/2020

Atenção, prezadas e prezados,

Devido à pandemia do novo coronavírus, as datas do 25º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental foram alteradas! Mais informações na imagem.

Prezadas e prezados,Continuam abertas as submissões para publicação de artigos e teses no 25º Congresso Brasileiro de Di...
09/03/2020

Prezadas e prezados,

Continuam abertas as submissões para publicação de artigos e teses no 25º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental, em São Paulo/SP.
As áreas para publicação, nesse ano, serão:
1 – RESÍDUOS SÓLIDOS E SEUS IMPACTOS;
2 – AGRICULTURA ECOLÓGICA E SAÚDE;
3 – DIREITO HUMANO AO ACESSO À ÁGUA POTÁVEL;
4 – SANEAMENTO BÁSICO E SAÚDE;
5 – NOVAS TECNOLOGIAS EM FAVOR DO MEIO AMBIENTE;
6 – O EQUILÍBRIO AMBIENTAL NAS CIDADES;
7 – POLUIÇÃO E IMPACTOS NA SAÚDE;
8 – IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS;
9 – IMPACTOS SANITÁRIOS DO DESMATAMENTO;
10 – PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL;
11 – TEMAS DE GOVERNANÇA AMBIENTAL;
12 – PROTEÇÃO AMBIENTAL E AGRONEGÓCIO;
13 – AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS: LICENCIAMENTO AMBIENTAL;
14 – ESPAÇOS AMBIENTAIS PROTEGIDOS;
15 – DIREITO DOS DESASTRES E PROTEÇÃO AMBIENTAL;
16 – EDUCAÇÃO AMBIENTAL;
17 – TEMAS ESPECIAIS DE DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL;
18 – TEMAS DE RESPONSABILIDADE EM MATERIA AMBIENTAL;
19 – DIREITO DOS ANIMAIS.

O prazo final para envio é 12 de abril de 2020, às 23h59min. O resultado será publicado em 02 de maio de 2020.

Os editais com as áreas de publicação estão em congresso.planetaverde.org.

Esperamos vê-los lá!

Olá, pessoal!Queremos convida-los a participar do evento "O Brasil e as mudanças climáticas: como seus compromissos na á...
16/08/2019

Olá, pessoal!

Queremos convida-los a participar do evento "O Brasil e as mudanças climáticas: como seus compromissos na área florestal estão sendo cumpridos".

Nessa oportunidades, contaremos com a participação de um grande time de palestrantes e debateremos algumas das conclusões decorrentes dos trabalhos da Oficina nos últimos semestres.

O evento será na próxima quinta-feira, no dia 22/08, às 14h na sala Goffredo da Silva Telles, na Faculdade de Direito.

Contamos com a presença de vocês!

Atenção: Prorrogado o prazo para submissão das Teses e do Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva do 24º Congresso Bras...
18/03/2019

Atenção: Prorrogado o prazo para submissão das Teses e do Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva do 24º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental

O prazo de submissão das Teses e dos ensaios para o Prêmio José Bonifácio de Andrada e Silva do 24º Congresso Brasileiro de Direito Ambiental foi prorrogado para o dia 02 de abril de 2019.

Confira mais detalhes sobre as teses e o prêmio em seus Editais (http://congresso.planetaverde.org/edital/)

Inscreva-se
Mais informações: congresso.planetaverde.org

06/12/2018

A bênção da Cacique Amália Tujá no pavilhão do Brasil na COP24

Hoje, no pavilhão do Brasil na COP24, foi um dia com apresentações dedicadas aos povos indígenas. Às 11h30, falaram sobr...
06/12/2018

Hoje, no pavilhão do Brasil na COP24, foi um dia com apresentações dedicadas aos povos indígenas.

Às 11h30, falaram sobre o conhecimento das mulheres indígenas na Amazônia em relação ao meio ambiente e as mudanças climáticas.

A apresentação iniciou com a bênção da Cacique Amália Tujá, pedindo que a Mãe Terra ilumine os trabalhos.

Em seguida, foi exibido o filme "Quentura" - que mostra o olhar dessas mulheres sobre os impacto a das mudanças climáticas em seu modo de vida tradicional. Elas mantêm a forma de plantação de seus ancestrais. No entanto, as mudanças climáticas ameaçam essa produção agrícola e, por vezes, a "quentura" mata a plantação fora de época. Particularmente impactante foi a fala de uma mulher indígena, dizendo que "não sabemos mais quando é o verão" e que o clima anda tão difícil que nem os espíritos conseguem mais entender o que está acontecendo.

"Esse é o conhecimento da vivência". O conhecimento dos povos indígenas é fundamental para a manutenção das florestas e, logo, para a mitigação das mudanças climáticas. Mas não há, atualmente, políticas públicas que os auxiliem no enfrentamento dos efeitos que vem acontecendo e afetando-os diretamente. Francisca Arara concluiu a apresentação dizendo que: "não é fazer PARA os índios.. é fazer COM os índios"!

06/12/2018

SBSTA (o Órgão Subsidiário para Aconselhamento Científico e Tecnológico da UNFCCC) está realizando consultas informais toda manhã junto aos Estados, para discutir palavra a palavra de uma decisão sobre o Technology Framework, previsto no art. 10, parágrafo 4 do Acordo de Paris. Houve discussão inclusive a respeito da linguagem comum a ser utilizada, quando a delegação da Uganda defendeu se falar em "tecnologias ambientalmente, socialmente e economicamente saudáveis", sem adicionar novas palavras (como "em escala" e "custo-efetivo", constantes do texto inicial) - o que não foi imediatamente aceito pelas delegações da União Europeia e da Austrália. As delegações envolvidas ficaram sem se reunir em paralelo a fim de chegar a um acordo. A delegação do Brasil não se pronunciou na oportunidade.

Em mesa presidida pela SBSTA, representantes do IPCC apresentaram o sumário de seu último relatório, focando na diferenç...
05/12/2018

Em mesa presidida pela SBSTA, representantes do IPCC apresentaram o sumário de seu último relatório, focando na diferença entre limitar a temperatura atmosférica em 1,5°C e 2°C e os efeitos drásticos que podem ser evitados. A principal conclusão dos cientistas é que, considerando apenas as emissões passadas, não estamos condenados a um aumento de 1,5°C na temperatura atmosférica: ou seja, a meta não é geofisicamente impossível. No entanto, isso depende de vontade política e de adoção imediata de medidas de mitigação das mudanças climáticas. No entanto, de acordo com os cenários, os compromissos assumidos pelos Estados nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) apresentadas no contexto do Acordo de Paris não conseguiriam atendem a essa meta.

Durante a tarde de ontem, Daniel Ramos (Legal Officer da Organização Mundial do Comércio) apresentou uma publicação de 2...
05/12/2018

Durante a tarde de ontem, Daniel Ramos (Legal Officer da Organização Mundial do Comércio) apresentou uma publicação de 2018 sobre o papel que o comércio desempenha na proteção ao meio ambiente, na prosperidade e resiliência. Segundo ele, o comércio deve ser parte da solução. Uma das questões apresentadas foi a percepção do crescimento do mercado de produtos sustentáveis e em como se conectar esses produtores à demanda. Os países em desenvolvimento nem sempre tem capacidade técnica para certificar a segurança e sustentabilidade de seus produtos agrícolas para exportação. Ramos conclui que é necessária uma coerência nas políticas públicas, bem como o questionamento das prioridades.

Em seguida, Peter Govindasamy (representante do Ministério de Comércio e Indústria de Singapura) e Wolfgang Heidug (representante do KAPSARC) abordaram as "circunstâncias nacionais", respectivamente de pequenas ilhas e de produtores/exportadores de petróleo, quanto à diversificação econômica como um caminho para a mitigação das mudanças climáticas.

04/12/2018

Na manhã de hoje, em evento paralelo durante a COP24, Elizabeth Press, diretora da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), apresentou os benefícios socioeconômicos da transição energética. A apresentação se baseou em estudo publicado pela agência, em que concluiu que, a partir da interação entre o sistema energético e o sistema socioeconômico mais amplo, há possibilidades de aumento no PIB, no bem-estar social (externalidades positivas) e na oferta de emprego. Particularmente, o aumento de cerca de 11 milhões de empregos na geração de energia a partir de fontes de energia renováveis até 2050 é visto pela agência como um poderoso argumento para tornar mais aceitável a decisão política de adotar fontes de energia renováveis. Essa, segundo a diretora, é uma preocupação apresentada no high-level segment do evento, visto que costuma ser uma decisão impopular. Além disso, o estudo concluiu que a maior parte desses empregos é manual e de qualificação média, tornando-se uma possibilidade de transição para toda a sociedade.

Endereço

Largo De São Francisco, 95
São Paulo, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Oficina de Direito Ambiental do Largo São Francisco posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Universidade

Envie uma mensagem para Oficina de Direito Ambiental do Largo São Francisco:

Compartilhar