30/12/2021
NOSSA SENHORA DA NUVEM (Virgen de la Nube)
Advocação originaria do pais irmão de Equador especificamente padroeira da cidade de Quito aonde no dia 30 de dezembro de 1696 durante uma procissão do Santo Rosário, em intenção pela cura do bispo dessa cidade Dom Sancho Andrade y Figueróa, recentemente desenganado pelos médicos.
No meio da procissão entre ladainhas e cantos um sacerdote gritou: !A Virgem! !A Virgem! Aos gritos do sacerdote todos levantaram os olhos, dirigindo-os para o ponto do céu que ele assinalava com o dedo. Eram 5 horas da tarde. O ar estava sereno e no límpido e azul o firmamento, via-se uma gigantesca imagem da Santíssima Virgem, formada como que de uma nuvem “branquíssima e resplandecente, suspensa” entre o céu e a terra. Viam-se distintamente os traços do rosto, um tanto inclinado para o Divino Menino, a quem sustinha no braço esquerdo, e no direito, estendido, sustinha, à maneira de cetro, um ramo de açucenas. A aparição se manteve no ar por um breve momento suficiente para todos os presentes constatar tão bela aparição.
Terminada a procissão, lavrou-se um documento com a informação minuciosa, na qual depuseram, sob a santidade do juramento, onze testemunhas das mais fidedignas, tanto eclesiásticas como seculares.
O portento da Nuvem foi confirmado pela cura inesperada e rápida de dom Sancho, pois começou a melhorar no momento da aparição, ficando completamente curado poucos dias depois.
Em prova de gratidão, dom Sancho não somente autorizou o culto de Nossa Senhora da Nuvem para seus diocesanos, mas também erigiu na catedral de Quito um altar especial em sua honra.
Providencialmente quase 50 anos antes de esta aparição, exatamente em 1651 em Lima no Perú iniciava-se outra devoção desta vez a imagem de um Cristo Crucificado pintada por um escravo Angolano em uma frágil parede de adobe com o nome de Cristo de la Maravillas, Cristo de Pachacamilla, Cristo Moreno ou Señor de los Milagros, logo de vários acontecimentos milagrosos inclusive tentativas das autoridades de apagar a imagem e terremotos seguiu-se o reconhecimento oficial da Igreja em 1746 ano em que foi pintada uma bela tela com a réplica do mesmo Cristo do muro, para assim poder sair em procissão pelas ruas da Lima Colonial da época. 1747 também foi pintada uma belíssima tela da de N. Sra. Da Nuvem em homenagem a já falecida priora de origem equatoriana Antonia Lucia del Espiritu Santo, fundadora do Monastério das Nazarenas das Carmelitas Descalças, detentoras até os nossos dias da custodia a Devoção ao Señor de los Milagros, essa pintura de la Virgen de la Nube, acompanha desde então em todas as procissões no verso da tela do Glorioso Señor de los Milagros ao seu Filho tão amado.
Nós devotos do Señor de los Milagros, temos esta espiritualidade como universal, justamente graças a Nossa Sra. Das Nuvens, ela sendo equatoriana juntou-se providencialmente a humilde origem da pintura de Nosso Senhor pelas mãos de um irmão africano angolano, numa terra de grande tradição espiritual indígena como o Perú, convertida graças a evangelização hispana e agora, faz mas de uma década também com nossos irmãos Brasileiros na metrópole de São Paulo, para juntos venerar a Nossa Santa Mãe e pedir que nos leve sempre até seu amado Filho.