07/06/2018
CARTA ABERTA DOS REPRESENTANTES DISCENTES AOS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DO INSTITUTO DE ARTES DA UNESP
São Paulo - SP, 6 de junho de 2018
Em nome dos alunos da Graduação do Departamento de Música do Instituto de Artes da Unesp, certificamos nosso apoio aos funcionários e docentes em função do não pagamento do dissídio salarial dos últimos anos, em consonância com o que já foi apresentado em Carta Aberta do Diretório Acadêmico Manuel Bandeira. Acreditamos que esse reajuste é direito de todos e que é imprescindível para o melhor funcionamento da universidade pública.
Buscamos, entretanto, um posicionamento mais claro em relação às greves deflagradas em assembleia docente e de funcionários. Para tanto, questionamos: quais são os passos que estão sendo tomados para que o objetivo seja atingido?
Observamos, desde o início da greve, o esvaziamento do Instituto. Este é um sintoma, apesar de notarmos alguns movimentos contrários a isso, característico da falta de unidade nas classes e entre elas. Queremos, partindo da informação de que as greves já foram deflagradas, perceber que estas realmente diferem das demais: já que estamos sendo prejudicados, almejamos uma mobilização eficaz, com calendário e divulgação não apenas das atividades, como também dos atos e dos nomes que compõem os comandos de greve, e se possível de uma conversa conjunta entre os três setores. Assim, poderemos nos posicionar e colaborar ativamente, participando do processo para que as pautas sejam alcançadas de maneira ágil.
Aproveitamos, ainda, para indagar a ambas as classes: por que alguns servidores públicos (professores e funcionários) aderem à greve e outros não?
Constatamos que:
- apenas os cursos de graduação estão paralisados;
há professores que continuam dando aulas, até mesmo na graduação;
- alguns funcionários ainda estão utilizando a carga horária de trabalho normalmente. Acreditamos que os únicos prejudicados neste ato são os graduandos.
Para os funcionários, também perguntamos: com a não liberação das chaves das salas, o processo de criação e estudo é interrompido para uma parcela de alunos, que dependem dos instrumentos da Instituição para a continuação de seu desenvolvimento. Podemos mudar isso?
Um último questionamento, mas não menos importante, que deve ser feito para ambas as categorias segue: por que as pautas incluem o dissídio salarial mas negligenciam as conversas e os esclarecimentos acerca do orçamento? Aprendemos que de nada adianta reivindicar se não sabemos a quem, e que de nada adianta uma greve se todas as tentativas de negociação ainda não foram esgotadas.
Por fim, frisamos a nossa colaboração no processo a ser construído e auxílio no que for preciso, prezando pelo diálogo horizontal.
Att.,
Representantes do Conselho de Curso e do Departamento de Música do Instituto de Artes da Unesp - SP.