07/05/2026
Escola Politécnica destaca o setor de tecnologias estratégicas em terras raras
Anna Reali destaca as frentes estratégicas em desenvolvimento na Poli e diz que a escola lidera as pesquisas para viabilizar no Brasil a produção de superímãs.
Saiba mais: https://jornal.usp.br/atualidades/escola-politecnica-destaca-o-setor-de-tecnologias-estrategicas-em-terras-raras/
A nova diretora da Escola Politécnica da USP, professora Anna Reali, titular do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, tem defendido, em entrevistas, um domínio de dados e tecnologia no País. A Poli possui 15 departamentos, 12 programas de pós-graduação, 17 cursos de engenharia, quase 5 mil alunos de graduação e mais de 30 mil engenheiros formados, além de ser um território dominado sobretudo por homens, principalmente em áreas executivas, um “tabu” que a professora Anna contribuiu para quebrar ao se tornar a segunda mulher a comandar a escola. Diante de números tão expressivos, que salientam a importância da Poli nas áreas em que atua, o compromisso da nova direção é, “além da excelência acadêmica, formar engenheiros éticos, com responsabilidade socioambiental, espírito inovador e empreendedor, preparados para contextos multiculturais e complexos e que tenham responsabilidade e capacidade de liderar soluções adaptadas à realidade nacional”, frisa ela, a observar ainda que esse objetivo é alcançado por meio de parcerias com universidades e centros de pesquisas internacionais e nacionais, permitindo então o desenvolvimento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação conjuntos, tudo isso aliado à mobilidade acadêmica, um dos diferenciais da Poli.
“Estamos finalizando um processo para oferecer trilhas aos nossos alunos, voltados à inovação e empreendedorismo e também à transformação digital e inteligência artificial. Isso vai ampliar o repertório dos nossos graduandos e vai capacitá-los para uma prática profissional resiliente e plenamente integrada à interdisciplinaridade.” A engenharia, prossegue Anna, está cada vez mais integrada a diversas áreas e diversas tecnologias, como a inteligência artificial e o aprendizado de máquinas, temas que também são discutidos em salas de aula e desenvolvidos na prática por meio da participação em pesquisas nos grandes centros de inovação e parcerias com empresas de tecnologia.
Sustentabilidade e transição energética
A professora Anna gosta de destacar as frentes estratégicas que mostram o DNA da Poli, uma delas refere-se à energia e transição energética por meio de pesquisas com hidrogênio verde, captura de carbono e créditos de carbono validados cientificamente. Nesse aspecto, ela informa a inauguração recente de um centro voltado para soluções sustentáveis do pré-sal e energias offshore em geral, sem esquecer de mencionar a área de sustentabilidade industrial e urbana, que inclui duas grandes unidades: uma delas, liderada pela engenharia química, dedicada a processos químico-verdes e reciclagem de resíduos, e outra, liderada pela engenharia civil, focando na construção sustentável e eficiente. A linha resiliente de transportes, por sua vez, investe em pavimentos permeáveis, reciclagem de asfalto, monitoramento de deslizamento e inovações ferroviárias, como simuladores de trens em realidade virtual, entre outros avanços. Ela destaca ainda o setor de tecnologias estratégicas em terras raras, com a Poli liderando as pesquisas para viabilizar no Brasil a produção de superímãs, fundamentais na IA e na busca por soberania nessa área.
Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais - ABCD USP