Sexta Do Mês

Sexta Do Mês A Sexta do Mês é um ciclo de debates permanente criado e mantido por estudantes de pós-graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo - PPGAS.

Mensalmente elegemos um tema de interesse antropológico, mas que geralmente se emaranha a outras áreas do conhecimento, para ser debatido em sua dimensão teórica, política e/ou metodológica. Os eventos ocorrem nas dependências da FFLCH - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e contam com a participação de professoras/es convidados/as a discutir o tema proposto junto ao público. Sintam-se convidados/as!!!

É nesta Sexta-feira, 7 de agosto de 2020, 18hSEXTA DO MÊS/Encerramento debates “Sexta do Mês: Em tempos de pandemia”Mulh...
05/08/2020

É nesta Sexta-feira, 7 de agosto de 2020, 18h

SEXTA DO MÊS/Encerramento debates “Sexta do Mês: Em tempos de pandemia”

Mulheres-liderança e estratégias contra a Covid-19

com Solanje Agda da Cruz (UNAS), Maria Rosalina dos Santos (CONAQ) e Watatakalu Yawalapiti (ATIX)

mediação de Anai Vera (PPGAS/USP)

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020, 18h
Canal da Sexta do Mês no Youtube / https://www.youtube.com/channel/UC_7nMNIs862VNf2AgrJPPrg

Sete meses de covid-19 e o Brasil alcança o segundo lugar com maior número de infectados e mortos no ranking mundial. Em um momento em que a curva de contágio ainda se encontra na ascendente e a pandemia avança sobre regiões do país com baixa capacidade hospitalar, diversos estados e municípios começam a adotar medidas visando a flexibilização da quarentena. A pandemia reforçou as desigualdades sociais, escancarou os privilégios e mostrou que continuam sendo as pessoas pretas e indígenas as mais vulneráveis. Como sugerir rigor na higiene em casa quando metade da população brasileira não tem acesso à água encanada e esgoto? Como sugerir ficar em casa quando muitos não têm direito à moradia? Como não sair, se a mão de obra dos chamados serviços essenciais é majoritariamente negra — e em alguns contextos, indígena? Como a abertura precipitada vai impactar as diferentes parcelas da população?
Encerrando os debates da “Sexta do Mês: Em tempos de pandemia”, buscamos representantes dos grupos mais afetados pelas políticas de morte do atual governo: mulheres de comunidades indígenas e comunidades negras urbanas e rurais. Como mostrou a etnografia feita por Denise Pimenta (2019) sobre a epidemia do ebola em Serra Leoa, foram as mulheres as principais vítimas da doença, não por acaso: eram elas que, por meio de suas relações de afeto e parentesco, ficaram em risco ao liderar o combate ao ebola em suas comunidades. Esse “cuidado perigoso”, noção que a pesquisadora descreveu em sua pesquisa, se conecta às vivências e formas de cuidado construídas por inúmeras mulheres lideranças frente à chegada da covid-19 em seus territórios no Brasil. As mães yanomami imploram pelos corpos de seus filhos; as alto-xinguanas não poderão chorar seus parentes no ritual Qwarup; na comunidade quilombola de Kalunga, em Goiás, jovens mulheres foram contaminadas por patroas que viajaram para fora do país e depois foram enviadas de volta para a comunidade.
Construindo estratégias próprias para o combate à doença em seus territórios, as mulheres-lideranças convidadas a partilhar suas experiências na Sexta do Mês de Julho darão testemunho dos impactos da doença e das omissões do estado brasileiro em suas comunidades; das iniciativas autônomas construídas para fazer frente a esse cenário e dos desafios que ainda podem se impor adiante. Afinal, será que é o vírus que mata ou a desigualdade? De que forma a pesquisa antropológica pode ajudar a refletir sobre essas construções locais, para além de ressoar demandas?

SEXTA DO MÊS/Encerramento debates “Sexta do Mês: Em tempos de pandemia”Mulheres-liderança e estratégias contra a Covid-1...
28/07/2020

SEXTA DO MÊS/Encerramento debates “Sexta do Mês: Em tempos de pandemia”
Mulheres-liderança e estratégias contra a Covid-19

com Maria Antonia Fulgêncio (UNAS), Maria Rosalina dos Santos (CONAQ) e Watatakalu Yawalapiti (ATIX)

mediação de Anai Vera (PPGAS/USP)

Sexta-feira, 7 de agosto de 2020, 18h
Canal da Sexta do Mês no Youtube / https://www.youtube.com/channel/UC_7nMNIs862VNf2AgrJPPrg

Sete meses de covid-19 e o Brasil alcança o segundo lugar com maior número de infectados e mortos no ranking mundial. Em um momento em que a curva de contágio ainda se encontra na ascendente e a pandemia avança sobre regiões do país com baixa capacidade hospitalar, diversos estados e municípios começam a adotar medidas visando a flexibilização da quarentena. A pandemia reforçou as desigualdades sociais, escancarou os privilégios e mostrou que continuam sendo as pessoas pretas e indígenas as mais vulneráveis. Como sugerir rigor na higiene em casa quando metade da população brasileira não tem acesso à água encanada e esgoto? Como sugerir ficar em casa quando muitos não têm direito à moradia? Como não sair, se a mão de obra dos chamados serviços essenciais é majoritariamente negra — e em alguns contextos, indígena? Como a abertura precipitada vai impactar as diferentes parcelas da população?

Encerrando os debates da “Sexta do Mês: Em tempos de pandemia”, buscamos representantes dos grupos mais afetados pelas políticas de morte do atual governo: mulheres de comunidades indígenas e comunidades negras urbanas e rurais. Como mostrou a etnografia feita por Denise Pimenta (2019) sobre a epidemia do ebola em Serra Leoa, foram as mulheres as principais vítimas da doença, não por acaso: eram elas que, por meio de suas relações de afeto e parentesco, ficaram em risco ao liderar o combate ao ebola em suas comunidades. Esse “cuidado perigoso”, noção que a pesquisadora descreveu em sua pesquisa, se conecta às vivências e formas de cuidado construídas por inúmeras mulheres lideranças frente à chegada da covid-19 em seus territórios no Brasil. As mães yanomami imploram pelos corpos de seus filhos; as alto-xinguanas não poderão chorar seus parentes no ritual Qwarup; na comunidade quilombola de Kalunga, em Goiás, jovens mulheres foram contaminadas por patroas que viajaram para fora do país e depois foram enviadas de volta para a comunidade.

Construindo estratégias próprias para o combate à doença em seus territórios, as mulheres-lideranças convidadas a partilhar suas experiências na Sexta do Mês de Julho darão testemunho dos impactos da doença e das omissões do estado brasileiro em suas comunidades; das iniciativas autônomas construídas para fazer frente a esse cenário e dos desafios que ainda podem se impor adiante. Afinal, será que é o vírus que mata ou a desigualdade? De que forma a pesquisa antropológica pode ajudar a refletir sobre essas construções locais, para além de ressoar demandas?

Acompanhe o canal da Sexta do Mês no Youtube! Em nosso canal é possível ter acesso à vários dos eventos já realizados, n...
10/07/2020

Acompanhe o canal da Sexta do Mês no Youtube!

Em nosso canal é possível ter acesso à vários dos eventos já realizados, não apenas aqueles realizados à distância nesses tempos de pandemia. Os eventos abarcam uma ampla diversidade de temas, como esse, de maio de 2019, "Mulheres, violências" que acabamos de subir por lá. Vale visitar e dar uma fuçada pela biblioteca dos eventos passados.

"Mulheres, violência" - Maio de 2019
Com Dibe Ayoub (Museu Nacional/UFRJ) e Fabiana de Andrade (USP)
Mediação: Letizia Patriarca (PPGAS/USP)

Acesse:

Com Dibe Ayoub (Museu Nacional/UFRJ) e Fabiana de Andrade (USP) Mediação: Letizia Patriarca (PPGAS/USP) Este evento foi realizado pelo corpo discente do Prog...

07/07/2020

Não acompanhou a última Sexta do Mês? Você pode assitir a última edição na íntegra abaixo.

Se preferir, veja também no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=7DpphrGTnTQ&t=1s

Com Letícia Cesarino (UFSC), Carolina Parreiras (USP) e Fábio Malini (UFES) mediação: Isabel Wittmann (PPGAS-USP)

Desde o início do século XXI, a emergência de novas tecnologias de comunicação e informação segue transformando as formas de socialidade e alimentando debates dentro e fora da academia. No campo das mídias, o advento do digital produziu tanto mudanças na tessitura ou materialidade das imagens do cinema, fotografia e televisão -para ficar com apenas três exemplos-, quanto na constituição de novas relações de poder e dominação. Portanto, uma série de mudanças substanciais nos modos de agência e de relação de seus usuários com o mundo e com os demais. Nesse contexto de transformações, com o estabelecimento dos grandes conglomerados de produção de conteúdo digital e de gestão das plataformas de comunicação através da internet, a Sexta do Mês propõe o debate “Redes sociais, fake news e formas de socialidade”, buscando questionar: Como a internet e as diferentes plataformas de comunicação digital produzem formas de socialidade e de pertencimento político e social? Quais são os efeitos dessas transformações sobre seus usuários e suas subjetividades? Qual é o impacto dessas redes digitais nas instituições que a modernidade consagrou como lugares de produção de verdade/objetividade? As consolidadas formas de acesso dessas mídias por usuários e espectadores, como a utilização massiva dos smartphones nas mais diversas esferas da vida (social, política, afetiva, sexual) promovem que tipo de inflexões nas formas como estes produtos são criados por estas grandes empresas de tecnologia? E, principalmente, como a Antropologia e as Ciências Sociais vêm se dedicando a pensar estas novas configurações do social produzidas através destas mídias? Esta edição da Sexta do Mês persegue questões como as acima esboçadas, promovendo um debate sobre como as transformações postas por estas tecnologias se refletem não só nas formas-conteúdo destas plataformas de comunicação e entretenimento, mas também nas subjetividades e na noções de pessoa de seus usuários.

Atenção! O link para a transmissão ao vivo mudou! Começamos em instantes, com Letícia Cesarino, Carol Parreiras, Fábio M...
03/07/2020

Atenção! O link para a transmissão ao vivo mudou! Começamos em instantes, com Letícia Cesarino, Carol Parreiras, Fábio Malini e Isabel Wittmann!

Redes sociais, fake news e formas de socialidade com Letícia Cesarino (UFSC), Carolina Parreiras (USP) e Fábio Malini (UFES) mediação: Isabel Wittmann (PPGAS...

SEXTA DO MÊS / Redes sociais, fake news e formas de socialidadecom Letícia Cesarino (UFSC), Carolina Parreiras (USP) e F...
26/06/2020

SEXTA DO MÊS / Redes sociais, fake news e formas de socialidade
com Letícia Cesarino (UFSC), Carolina Parreiras (USP) e Fábio Malini (UFES)
mediação: Isabel Wittmann (PPGAS-USP)

3 de julho de 2020, 18h30
no canal da Sexta do Mês no Youtube

Desde o início do século XXI, a emergência de novas tecnologias de comunicação e informação segue transformando as formas de socialidade e alimentando debates dentro e fora da academia. No campo das mídias, o advento do digital produziu tanto mudanças na tessitura ou materialidade das imagens do cinema, fotografia e televisão -para ficar com apenas três exemplos-, quanto na constituição de novas relações de poder e dominação. Portanto, uma série de mudanças substanciais nos modos de agência e de relação de seus usuários com o mundo e com os demais. Nesse contexto de transformações, com o estabelecimento dos grandes conglomerados de produção de conteúdo digital e de gestão das plataformas de comunicação através da internet, a Sexta do Mês propõe o debate “Redes sociais, fake news e formas de socialidade”, buscando questionar: Como a internet e as diferentes plataformas de comunicação digital produzem formas de socialidade e de pertencimento político e social? Quais são os efeitos dessas transformações sobre seus usuários e suas subjetividades? Qual é o impacto dessas redes digitais nas instituições que a modernidade consagrou como lugares de produção de verdade/objetividade? As consolidadas formas de acesso dessas mídias por usuários e espectadores, como a utilização massiva dos smartphones nas mais diversas esferas da vida (social, política, afetiva, sexual) promovem que tipo de inflexões nas formas como estes produtos são criados por estas grandes empresas de tecnologia? E, principalmente, como a Antropologia e as Ciências Sociais vêm se dedicando a pensar estas novas configurações do social produzidas através destas mídias? Esta edição da Sexta do Mês persegue questões como as acima esboçadas, promovendo um debate sobre como as transformações postas por estas tecnologias se refletem não só nas formas-conteúdo destas plataformas de comunicação e entretenimento, mas também nas subjetividades e na noções de pessoa de seus usuários.

COMEÇOU!!!!!!
28/05/2020

COMEÇOU!!!!!!

com Flávia Medeiros (UFSC) e Aline Feitoza Oliveira (Caaf/Unifesp). mediação: Aline Murillo (PPGAS-USP). A morte segue a perseguir as humanidades, como um fu...

com Flávia Medeiros (UFSC) e Aline Oliveira (Caaf-Unifesp)Mediação: Aline Löw (PPGAS-USP)28 de maio de 2020, 17hno canal...
20/05/2020

com Flávia Medeiros (UFSC) e Aline Oliveira (Caaf-Unifesp)
Mediação: Aline Löw (PPGAS-USP)

28 de maio de 2020, 17h
no canal da Sexta do Mês no Youtube

A morte segue a perseguir as humanidades, como um futuro certo - esperado, temido, ou adiado -, inquietando também as ciências sociais e a antropologia. Para além do seu aspecto reflexivo, que nos oferece questionamentos quanto ao sentido da existência, pela morte delineiamse problemas éticos, políticos, religiosos e socioeconômicos, associados às saúde, à segurança pública, à política sanitária, à geopolítica e à biossegurança.

Como qualquer arte, o encaminhamento da morte, dos mortos e seus remanescentes, seja no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro, seja entre os indígenas Yanomami, ou ainda no Grupo de Trabalho sobre a Vala Clandestina do Cemitério de Perus, é sempre respaldado por certos princípios éticos, procedimentos especializados, ritos específicos e atende a determinados valores e objetivos coletivos - garantir a passagem entre a vida e a morte, reafirmar coletividades sociais e assegurar a continuidade da presença e, às vezes, esclarecer a história.

O novo coronavirus aparece agora como um inimigo total: ameaça a integridade de cada corpo humano, impacta economias nacionais inteiras, altera a consciência de si de cada pessoa, põe em risco a continuidade da vida e das sociedades tais são conhecidas. Para o historiador camaronês Achille Mbembe, o vírus e a pandemia de Covid-19 nos possibilitam de modo renovado perceber nossa putrescibilidade e viver "na vizinhança da própria morte", de modo que o nosso exato isolamento social seja uma política de contenção: é, no limite, a nossa própria noção de humanidade que está em jogo, outra vez.

Mundo afora, já há tempos, as convivências com valas clandestinas com desaparecidos políticos, conflitos e guerras civis, sepultamentos sem consentimento, extermínios massivos, Covid-19, determinações sanitárias que impedem o luto e escolhas políticas sobre quem deve viver e quem deve morrer, recobrem a morte de terror, e explicitam as questões éticas do morrer e as políticas dos vivos e os modos de produção da(s) morte(s).

Nesta segunda edição da Sexta do Mês "Em tempos de pandemia", perguntamos: O que as experiências com os mortos de Covid-19 podem revelar das políticas dos vivos, em suas compreensões do corpo, da morte, da vida, do luto e da memória? O que há de novo e o que se repete na Covid-19, na relação entre vivos e seus mortos? E, de modo geral, quem são os mortos? O que há para dizer sobre nossos corpos? Como os representantes políticos dos mortos atuam para defender sua dignidade?

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FFLCH
São Paulo, SP

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