31/08/2020
Você já ouviu falar da anomalia do Atlântico Sul? Trata-se de um curioso fenômeno do campo magnético terrestre que, quando foi descoberto, estava presente sobre a região sul do Oceano Atlântico. Como ali o campo local revela-se consideravelmente mais fraco do que o padrão, a proteção contra fluxos de partículas solares carregadas acaba sendo prejudicada. Mesmo com muitos anos de investigação, ainda não existe um completo entendimento para as causas da anomalia.
Embora saibamos que a origem do fenômeno está no núcleo externo da Terra (onde o campo geomagnético se forma), a dinâmica do metal fundido lá presente é muito difícil de ser descrita. Com isso, grandes esforços científicos têm sido empregados na modelagem deste sistema.
O fenômeno em si oferece grande perigo para missões espaciais, visto que um campo mais frágil permite um contato maior das partículas solares com as proximidades da superfície terrestre. Assim, satélites em baixas órbitas que cruzam a região da anomalia podem sofrer panes elétricas e danos instrumentais.
Monitorando de perto o fenômeno, pesquisadores da NASA perceberam que esta região de fragilidade do campo se desloca sistematicamente para oeste e está agora se dividindo em dois lobos, o que pode representar um desafio ainda maior para a comunidade científica e projetos futuros de satélites.
Doido, não é? Acompanhe o assunto em detalhes através do link: https://www.nasa.gov/feature/nasa-researchers-track-slowly-splitting-dent-in-earth-s-magnetic-field
Crédito da imagem: NASA
Legenda: Simulação das linhas de força do campo magnético terrestre