Laboratório de Teoria e História das Mídias Medievais (LATHIMM – USP/UFRJ)
[anteriormente Laboratório de Teoria e de História da Imagem e da Música Medievais (USP)]
Em 2010, por iniciativa dos professores Dra. Rita Bredariolli (UNESP) e Dr. Eduardo Henrik Aubert (U. of Cambridge), foi criado na USP o Laboratório de Teoria e de História da Imagem e da Música Medievais. Desde então, o LATHIMM ex
pandiu seus horizontes, notadamente para o campo das práticas escritas, da retórica, dos discursos e da semântica na documentação medieval. Tal ampliação foi cristalizada com a entrada do Dr. Gabriel de Carvalho Godoy Castanho (IH-UFRJ) na coordenação do grupo em 2015. De lá para cá, as colaborações foram se fortalecendo e, em 2017, pareceu importante solidificar a incorporação dos novos horizontes sem deixar de lado a marca já estabelecida pelo LATHIMM no campo dos estudos medievais brasileiros. Para materializar tal expansão, duas novidades maiores foram implementadas: a criação de um polo autônomo no Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas funcionando em rede com a sede histórica no Departamento de História da Universidade de São Paulo; a alteração do nome institucional do grupo de pesquisa, visando justamente à já mencionada ampliação temática do grupo, sem prejuízo para o estudo da documentação medieval bem como para os alicerces teóricos e metodológicos do LATHIMM. Assim, é com alegria que apresentamos o novo nome de nosso grupo: Laboratório de Teoria e História das Mídias Medievais. Sob essa nova nomenclatura, o LATHIMM reitera sua iniciativa pioneira relacionada à escolha dos dois focos que estruturaram a identidade do grupo: o estudo da cultura material medieval (traçada originalmente nas imagens, na música e na escrita), bem como das ferramentas teóricas mais adequadas para o trabalho com tais documentos históricos. De fato, foi o trato com a materialidade do documento e a produção de ferramentas teórico-metodológicas adequadas a esse tipo de trabalho que definiu (e ainda define) o LATHIMM, e não recortes geográficos, cronológicos ou mesmo temáticos. Por fim, cabe salientar que a escolha pelo termo “mídias” é, evidentemente, estratégica. Ele evoca ao mesmo tempo a já mencionada preocupação com a cultura material medieval e o anseio de se estudar, de modo mais aprofundado, os usos midiáticos atuais de certa medievalidade (em filmes, músicas, literaturas, por exemplo); tudo por meio de um termo de imensa riqueza semântica em contexto medieval, uma vez que o vocábulo latino medium remete ao papel capital exercido pela Igreja (grande produtora de documentos durante toda a Idade Média) como mediadora entre os homens e entre esses e a divindade; é na mediação (e na comunicação, isto é, a comunhão religiosa de uma comunidade) que a instituição eclesiástica funda seu poder neste mundo. Em momentos de fechamento de ideias e de restrições orçamentárias que atacam os estudos sociais em geral e medievais em especial, o Laboratório de Teoria e História das Mídias Medievais buscará continuar e ampliar os fóruns de debate sobre o fazer e o ensino histórico e historiográfico (suas condições materiais e intelectuais), sem nunca menosprezar a profunda relação entre ciência e cidadania. Tod@s estão convidad@s a participar ativamente de nossas atividades e a se somar aos múltiplos esforços pela produção, difusão e consumo dos estudos medievais no Brasil! Pereira (DH-USP)
Dr. Eduardo Henrik Aubert (U. of Cambridge)
Dr. Gabriel de Carvalho Godoy Castanho (IH-UFRJ)