Tem como parceria garantir os direitos de todos os moradores através de inclusão digital, qualificação profissional e geração de renda. Por nunca ter visto um programa assistencial oferecido pela Prefeitura na Chácara São Brás e sabendo da necessidade que os moradores do bairro tinham, no ano de 2.000 a Srª. Pereira buscou informações a respeito de serviços junto aos órgãos competentes, quando sou
be que nunca houve pedidos deste tipo. Para conseguir tais benefícios era necessário um cadastramento com aproximadamente dez mulheres (nome, endereço completo e CEP). Após a realização deste cadastro surgiu à indignação, pois o bairro “Casa Preta” não existia no município de Mauá e o CEP utilizado por tantos anos também não era desse local. A partir daí, começou um levantamento de dados para conhecimento da história do bairro. Onde descobriu que na década de 60, os primeiros moradores foram os senhores Ananias de Oliveira, Ângelo Daniel e Roteldamo Bonini juntamente com seus familiares. No ano de 1975 e 1976 entra em vigor a Legislação de Proteção aos Mananciais nº 898/75 e 1.172/76 respectivamente, caracterizando a Chácara São Brás como área de proteção aos mananciais. Em 1990, esta área passou a ser Emergencial, isto é, área ZOC (Zona de Ocupação Controlada). Garantindo assim os direitos estabelecidos por lei, tais como: saneamento básico e água potável, telefone, luz, IPTU, área de lazer, pavimentação ecológica (bloquete), nome nas ruas com CEP, muro para conservação das casas em área de risco, entre outros. Neste contexto, os moradores começaram uma ação de conscientização de suas responsabilidades e direitos, buscando esclarecimentos junto com a S.O.S Mata Atlântica, a Faculdade de Mauá – FAMA – com a primeira turma do primeiro semestre de Serviço Social e a Prefeitura Municipal de Mauá e outros órgãos envolvidos no assunto e dando início a Agenda 21 do bairro. A idealização de um projeto organizado para desenvolvimento das necessidades encontradas nesta região iniciou-se em 2002, com as moradoras Josefina de Jesus B. Pereira e Adélia Mendes Vieira. Onde perceberam os desejos e outras informações sobre o bairro. Este projeto passou-se a chamar “Espaço Cidadão e Cidadania”. No dia 03 de janeiro de 2004, o “Espaço Cidadão e Cidadania” têm sua primeira eleição e posse de diretoria, tendo seu nome registrado como “Espaço Social Cidadão e Cidadania”, uma ONG para representar os moradores do bairro e circunvizinhança. Justificativa:
• Buscar informações sobre educação ambiental especializada, juntamente com um levantamento específico da situação sócio-cultural e econômica do bairro;
• A necessidade de um trabalho social na linha preventiva com pessoas da região e circunvizinhança;
• A necessidade de um trabalho participativo com as famílias;
• O baixo nível cultural e sócio-econômico dos moradores;
• A falta de atendimento adequado ás crianças e jovens, sem uma participação cultural e esportiva;
• As ruas sem pavimentação;
• A única escola infantil está localizada a 1 km de distância, dificultando assim o acesso das mães;
• Não há creches na região;
• A falta de acesso a livros, revistas, jornais e outros meios de comunicação, dificultando assim a inclusão cultural e uma competitividade maior no mercado de trabalho, sendo um dos pivôs para abandono escolar, gravidez precoce e outros;
• A necessidade de educação, saúde, habitação e outros meios necessários a sobrevivência humana cumprindo a legislação em vigor concretizada na LOAS e no ECA;
• Um número elevado de famílias de baixa renda que sobrevive de “ocupações informais”. Objetivos da ESCEC:
• Formar pessoas com desenvolvimento de atividades que visem sustentabilidade, preservação do meio ambiente;
• Criar oportunidade de participar ativamente no planejamento, na execução e avaliações de atividades assistenciais e culturais;
• Qualificar profissionalmente pessoas para geração e complementação de renda através de diversos cursos;
• Proporcionar atividades sócio-culturais;
• Vivenciar o cotidiano abrangendo os caracteres sócio-econômicos, construindo uma visão clara da influência do indivíduo na sociedade que o rodeia;
• Conscientizar os jovens e adultos dos problemas que o cercam, formando pessoas éticas, críticas através de palestras informativas de assuntos atuais.