24/09/2026
MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA 📢
📌 Você sabe quem foi a Amelinha Teles ?
Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha, nasceu em 1944, em Contagem (MG). Iniciou sua militância política ainda muito jovem e, posteriormente, passou a integrar o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), atuando na imprensa clandestina durante a Ditadura Militar.
Em 28 de dezembro de 1972, Amelinha foi presa em São Paulo, junto de seu marido, César Teles, e de seu companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli. Levada para a Operação Bandeirantes (Oban) e posteriormente ao DOI-CODI, foi submetida a sessões de tortura. Seus filhos, Janaína e Edson, então com apenas 5 e 4 anos, também foram levados ao local e obrigados a presenciar as torturas sofridas pela mãe.
A violência da repressão não silenciou Amelinha. Após a Ditadura, ela transformou sua experiência em uma trajetória de luta pela memória, verdade, justiça, democracia e direitos humanos. Foi uma das fundadoras da União de Mulheres de São Paulo, atuou na Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e na Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”, além de coordenar o projeto Promotoras Legais Populares.
A família Teles também buscou responsabilização judicial pelos crimes sofridos. Em 2008, Carlos Alberto Brilhante Ustra foi reconhecido pela Justiça como torturador em ação movida pela família, decisão posteriormente mantida em instâncias superiores.
Amelinha faleceu em 15 de setembro de 2026, aos 82 anos. Sua trajetória permanece como parte da história da resistência à Ditadura Militar e da luta pela preservação da memória das vítimas e pela defesa dos direitos humanos.