21/06/2023
Você sabia que em 2022 o número de deslocamentos forçados no mundo atingiu um novo recorde? De acordo com a Agência da ONU para os Refugiados, o total de refugiados e outras pessoas em deslocamento forçado ultrapassou a marca de 108,4 milhões, com um aumento de 19,1 milhões em relação ao ano anterior, sendo o maior aumento já registrado.
Ontem foi o Dia Mundial do Refugiado, celebrado para honrar as trajetórias das pessoas que deixam seus países de origem por guerra, perseguição e violações de direitos humanos e reconstroem suas vidas em outro lugar. A data honra, ainda, as iniciativas de inclusão das pessoas refugiadas, que têm muito a contribuir para o desenvolvimento local com seus talentos e conhecimentos na medida das oportunidades disponíveis.
Entre os desafios enfrentados pelos refugiados no país de acolhimento, é importante reconhecer as vulnerabilidades acentuadas por aspectos relacionados a gênero, raça e nacionalidade. O caso das mulheres migrantes atuando na atividade de costura no Brasil merece especial atenção e, por isso, o FGV CeDHE elaborou, em parceria com o Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, uma cartilha com o objetivo de informar tais mulheres sobre seus direitos, como também as formas de acessá-los, contribuindo com a sua inclusão produtiva na indústria da moda.
A “Cartilha sobre direitos das mulheres migrantes e refugiadas costureiras” fala sobre o acesso a direitos trabalhistas e sociais como assistência social, saúde, educação e moradia pelo público migrante, bem como questões sobre a violência de gênero e de raça. Ainda, a Cartilha apresenta informações básicas para constituição de um negócio, de modo a ajudar as mulheres que almejam empreender a abrir suas próprias oficinas de costura ou formar cooperativas.
Quer saber mais sobre os direitos das mulheres migrantes e refugiadas? Confira a Cartilha: https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/31981