21/09/2026
Com o título “Sociedade secreta da Faculdade de Direito da USP traçou rumos da política nacional”, o Jornal Folha de S.Paulo retrata um dos principais “mistérios” que rodam Velha e Sempre Nova Academia de Direito da USP, que irá completar seu bicentenário em 2027: a “BUCHA”.
A reportagem destaca que a confraria, idealizada pelo professor Júlio Frank (sepultado no pátio interno da FD), foi criada nos anos 1830 e teve forte influência na República Velha. A Burschenschaft Paulista (Bucha) foi determinante para o protagonismo alcançado pela instituição em várias esferas de poder.
Com cunho filantrópico, visava reunir os alunos mais destacados da faculdade para estudar, se ajudar mutuamente e defender o ideário liberal. Conforme foi evoluindo, passou a influir na política nacional. Seus membros facilitavam a ascensão profissional uns dos outros, permitindo que muitos alcançassem altos cargos públicos. Tudo, porém, era envolto em mistério.
A Bucha nasceu secreta para não constranger os estudantes que eram auxiliados nem os doadores. Surgiu também cercada de rituais esotéricos, com um código moral e uma rígida hierarquia, que ia dos Catecúmenos até o Conselho dos Apóstolos, com 12 membros, e o Conselho dos Divinos, composto pelos já formados com maior destaque social. Para entrar no grupo era preciso receber um convite e fazer um juramento: "Juro pela minha honra jamais revelar a quem quer que seja o que me vai ser confiado hoje. Serei o mais infame dos homens se faltar a esse meu juramento."
Atualmente, a Associação dos Antigos Alunos da FDUSP mantém um programa de auxílio às(aos) estudantes mais vulneráveis, para que estes possam manter o foco nos estudos e se formarem para continuar a história da FD pelos próximos 200 anos.
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USP - Universidade de São Paulo