27/05/2026
Equidade de gênero e enfrentamento às violências ganham símbolo permanente na universidade
O Campus Universitário de Salinópolis da Universidade Federal do Pará amanhece, nesta terça-feira (27), envolto em um gesto que fala sem gritar, mas ecoa fundo: a inauguração do Banco Vermelho, marco de conscientização, resistência e enfrentamento às violências contra a mulher no ambiente universitário.
O campus se transforma em espaço de escuta, reflexão e diálogo. Ao longo de todo o dia, palestras e debates convidam a comunidade acadêmica e a sociedade a olhar com atenção para as desigualdades de gênero e para a urgência de romper ciclos de violência que ainda atravessam vidas, corpos e trajetórias.
O Banco Vermelho — simples na forma, profundo no significado — ocupa o espaço público como memória viva e alerta permanente. Pintado de vermelho, ele não é apenas um assento: é presença, é pausa necessária, é convite à consciência coletiva. Um símbolo que lembra ausências, mas também afirma a vida, o cuidado e o compromisso com um futuro mais justo.
A cerimônia oficial de inauguração acontece às 15h, selando um gesto que vai além do concreto e da madeira. O banco permanece como palavra silenciosa no cotidiano do campus, lembrando que a universidade é também território de proteção, equidade e transformação social.
Entre o ir e vir dos estudantes, o Banco Vermelho permanece. Firme. Visível. Necessário.
CN: Patrícia Sales