23/01/2014
Qual o verdadeiro símbolo da Medicina?
"Todos já devem ter visto estes dois símbolos, o Caduceu de Mercúrio e o Bastão de Asclépios, ligados de alguma maneira à Medicina. Porém, qual deles realmente é o verdadeiro símbolo da Medicina? E por que tanta confusão? Ambos os símbolos derivam de muitos anos atrás, principalmente da mitologia grega. Entenda aqui qual é de fato o símbolo da medicina.
O primeiro símbolo se chama Caduceu de Mercúrio. E ele é símbolo da medicina?! NÃO!
O Caduceu de Mercúrio (ou Hermes), segundo a mitologia grega, tomou esse formato porque foi lançado entre duas serpentes que lutavam e estas se entrelaçaram na haste em uma atitude amistosa, formando essa imagem acima. Por ser Hermes, também, deus dos negociantes, o caduceu tornou-se o símbolo do comércio.
Do comércio?! E como é que foi parar na medicina?!
Bom, Hermes tinha como função, na mitologia grega, de conduzir os mortos ao Hades (reino dos mortos). Tempos depois, os encarregados por levarem os corpos dos guerreiros mortos no campo de batalha para casa (assim como fazia Hermes) levavam o caduceu, que tinha a mesma força de um bandeira branca ou a bandeira da cruz vermelha de hoje em dia. Surgiu daí o fato de ser o caduceu o símbolo de serviços de saúde de algumas forças armadas, inclusive a dos EUA. (onde a saúde é tratada como comércio infelizmente).
Certo… Se, então, o caduceu é símbolo do comércio e não da medicina, qual é o símbolo da medicina?!
Esse é o símbolo da medicina e se chama Bastão de Asclépios (do grego Asklépios). Asclépios era filho de Zeus, mas, durante a gravidez de seu filho, sua mulher, uma mortal, foi assassinada. Assim, Zeus, vendo-a em sua pira funerária, arrancou-lhe o filho do ventre e entregou-o ao centauro Quiron para que ensinasse ao seu filho a arte de curar. O menino Asclépios aprendeu rápido a arte e logo ultrapassou seu mestre. Tornou-se tão hábil que, diz a mitologia, podia curar inclusive os mortos.Tornou-se então o deus da medicina.
E de onde veio esse cajado com a serpente?
Numa de suas visitas a pacientes em seu templo, uma serpente enrolou-se em seu cajado. Apesar do esforço para retirá-la, a serpente tornava a enrolar-se no cajado onde permaneceu. Asclépios, que era o deus da medicina, teve em seu cajado com uma serpente enrolada, o símbolo da atividade médica. A serpente ainda está relacionada a uma crença grega ainda mais ancestral, de que as cobras seriam donas de grande sabedoria e capacidade de regeneração e cura (as cobras trocam de pele “renovando-se”)."