27/09/2024
O Studio Beta Perpétuo, projeto de ensino-aprendizagem pertencente ao G.P. Phrónesis, se dedica à análise e reflexão acerca de obras fundamentais à formação humanitária. Batizado com nome paradoxal, o projeto atua como eterno experimento, aberto para a reflexão e a troca de conhecimento, com raízes nas filosofias gadameriana e hegeliana. É experimentar, viver e ser o tempo. Seu objetivo é construir o conhecimento jurídico-educacional emancipatório, disruptivo e exponencial, preparando juristas para os desafios do século XXI.
Os debates são abertos ao público e gravados, a fim de proporcionar acesso às discussões e trocas de conhecimento a toda a comunidade acadêmica, beneficiando-se de distintos pontos de vista para o crescimento pessoal e coletivo. A participação ativa é restrita aos membros do Grupo de Pesquisa e aos convidados, contudo, ouvintes são sempre bem-vindos! Nesta semana, o Beta Perpétuo retoma suas atividades, selecionando a obra “Ignorância: Uma história global”, de Peter Burke, uma rica e abrangente história da ignorância em todas as suas formas, da Antiguidade aos dias atuais.
Ao longo da história, cada época se considerou mais sábia do que a anterior. Os humanistas renascentistas viam a Idade Média como uma era de trevas, os pensadores do Iluminismo tentaram varrer a superstição com a razão, o estado de bem-estar social moderno procurou matar o “gigante” da ignorância e, no mundo hiperconectado de hoje, informações aparentemente ilimitadas estão disponíveis a um clique. Mas e o conhecimento perdido ao longo dos séculos? Somos realmente menos ignorantes do que nossos ancestrais?Neste relato altamente original, Peter Burke examina a longa história da ignorância da humanidade em religião e ciência, guerra e política, negócios e catástrofes. Burke revela histórias notáveis de muitas formas de ignorância – genuína ou fingida, consciente e inconsciente – desde os políticos obstinados que redesenharam as fronteiras da Europa em 1919 até a política de vazamento de dados e a negação das mudanças climáticas. O resultado é uma exploração viva do conhecimento humano através dos tempos e da importância de reconhecer seus limites.