18/10/2021
Não é novidade que as algas são de extrema importância para como, de atuar como biorremediadores de água contaminada.
Biorremediação é um processo no qual compostos indesejados, em sua maioria nocivos, são degradados biologicamente a um estado mais neutro possível. Esses compostos são usados na via metabólica dos organismos vivos presentes no local, como fonte de carbono e energia, por exemplo. O princípio desta técnica é remover poluentes e/ou convertê-los para produtos menos tóxicos e prejudiciais ao ambiente.
A poluição nos sistemas aquáticos devido às atividades antrópicas, seja através de efluentes industriais, fertilizantes ou esterco causam um aumento de nutrientes, principalmente nas formas de nitrogênio e fósforo, podendo se estender para os mais diversos tipos de álcoois, carboidratos, proteínas e lipídios, dependendo do efluente analisado.
Esse aumento de nutrientes além das condições naturais é chamado de eutrofização e, em casos excessivos, hipertrofização. A eutrofização desregula todo o ecossistema aquático, contribui com a maior frequência de florações algais (geralmente tóxicas) e favorece a produção de odores indesejáveis, o que afeta a saúde da comunidade que vive próxima.
As algas são capazes de remover e transformar os poluentes através do seu metabolismo. Essa eficiência se deve a característica gerais de troca de íons através da superfície celular ou ainda a características específicas de cada espécie que favorece esse processo. Dentre algumas espécies de algas podemos citar a Chlorella vulgaris, Phormidium autumnale e espécies do gênero Ulva. Com isso, o resíduo passa a ser tratado de forma natural, sustentável e com potencial geração de rentabilidade. Legal, né?
Referências:
SALVI, Kelly Paula. Sistemas de tratamento de águas residuais baseados em algas.2020. 73 p. Dissertação(mestrado em Oceanografia) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas, 2020..
ABREU, Laura Carolina Ferreira Gonçalves. Biorremediação de fosfato e ferro: Utilização de Chlorella vulgaris imobilizada em alginato de sódio. 2013. 45 p. Dissertação (mestrado em Biologia e Gestão de Qualidade de água) - Universidade do Porto, Dep. de Biologia 2013.