28/06/2020
Stonewall: O começo de uma luta
Em 28 de Junho de 1969, às 1h20 da manhã, policiais invadiram o bar gay mais frequentado de Nova Iorque: Stonewall Inn. O que poderia ter sido mais uma situação corriqueira de opressão policial e perseguição contra a comunidade LGBTQIAP+, veio a se tornar um marco histórico para o movimento: a reação dos frequentadores foi responsável por iniciar um levante posteriormente conhecido como A Revolta de Stonewall. Centenas de pessoas se reuniram para protestar nas redondezas do bar pelos próximos cinco dias contra a perseguição de policiais à transsexuais e homossexuais – e a favor da dos direitos da comunidade LGBTQIAP+. E era apenas o início. Pouco depois da popularização da notícia, foi fundada a Frente de Libertação Gay dos Estados Unidos. Em seis meses, surgiu a Aliança de Ativistas G**s. Em 1970, no mesmo dia da revolta, milhares de pessoas voltaram ao bar para realizar o que seria a primeira marcha do Dia da Libertação.
No Brasil, durante a ditadura, uma revolta na cidade de São Paulo se configurou como o Stonewall brasilero: o levante ao Ferro’s bar, protagonizado por lésbicas e apoiado por grupos feministas. Neste contexto, surgia o Grupo Ação Lé***ca Feminista (GALF, 1981-1990), como um dos primeiros grupos de organização política homossexual do Brasil. Para divulgar o movimento, as ativistas produziam o panfleto Chana com Chana, vendendo-o no Ferro’s bar, já conhecido como ponto de encontro de mulheres lésbicas. O dono do bar, entretanto, proibiu a venda dos panfletos, enquanto, hipocritamente, fechava os olhos para a venda de dr**as ilícitas em seu estabelecimento. Resistindo às expulsões violentas e ocupando o local, no dia 19 de agosto de 1983, as ativistas realizaram um ato, com a presença de figuras políticas e grupos feministas e LGBTQIAP+, no qual declararam um manifesto contra a repressão e pelos direitos das mulheres lésbicas.
Assim como Stonewall, o levante ao Ferro’s bar se tornou um marco histórico, incentivando outros grupos LGBTQIAP+ e organizações feministas a reafirmar sua existência e dignidade. 51 anos após a primeira revolta, exaltamos o ínicio de uma jornada que permitiu a conquista de diversos direitos. Ainda assim, a luta continua. A insegurança persiste. A violência persiste. O medo persiste. Celebremos o amor, mas que seja sempre lembrado que a luta ainda não acabou.
Stonewall: O começo de uma luta
Em 28 de Junho de 1969, às 1h20 da manhã, policiais invadiram o bar gay mais frequentado de Nova Iorque: Stonewall Inn. O que poderia ter sido mais uma situação corriqueira de opressão policial e perseguição contra a comunidade LGBTQIAP+, veio a se tornar um marco histórico para o movimento: a reação dos frequentadores foi responsável por iniciar um levante posteriormente conhecido como A Revolta de Stonewall. Centenas de pessoas se reuniram para protestar nas redondezas do bar pelos próximos cinco dias contra a perseguição de policiais à transsexuais e homossexuais – e a favor da dos direitos da comunidade LGBTQIAP+. E era apenas o início. Pouco depois da popularização da notícia, foi fundada a Frente de Libertação Gay dos Estados Unidos. Em seis meses, surgiu a Aliança de Ativistas G**s. Em 1970, no mesmo dia da revolta, milhares de pessoas voltaram ao bar para realizar o que seria a primeira marcha do Dia da Libertação.
No Brasil, durante a ditadura, uma revolta na cidade de São Paulo se configurou como o Stonewall brasilero: o levante ao Ferro’s bar, protagonizado por lésbicas e apoiado por grupos feministas. Neste contexto, surgia o Grupo Ação Lé***ca Feminista (GALF, 1981-1990), como um dos primeiros grupos de organização política homossexual do Brasil. Para divulgar o movimento, as ativistas produziam o panfleto Chana com Chana, vendendo-o no Ferro’s bar, já conhecido como ponto de encontro de mulheres lésbicas. O dono do bar, entretanto, proibiu a venda dos panfletos, enquanto, hipocritamente, fechava os olhos para a venda de dr**as ilícitas em seu estabelecimento. Resistindo às expulsões violentas e ocupando o local, no dia 19 de agosto de 1983, as ativistas realizaram um ato, com a presença de figuras políticas e grupos feministas e LGBTQIAP+, no qual declararam um manifesto contra a repressão e pelos direitos das mulheres lésbicas.
Assim como Stonewall, o levante ao Ferro’s bar se tornou um marco histórico, incentivando outros grupos LGBTQIAP+ e organizações feministas a reafirmar sua existência e dignidade. 51 anos após a primeira revolta, exaltamos o ínicio de uma jornada que permitiu a conquista de diversos direitos. Ainda assim, a luta continua. A insegurança persiste. A violência persiste. O medo persiste. Celebremos o amor, mas que seja sempre lembrado que a luta ainda não acabou.