02/05/2023
Inscrições no IX Encontro Internacional de História Colonial até 05 de maio
https://www.eihc2023.com/inscricoes-sts-e-minicursos
Divulgação do 15. Simpósio Temático: Formas de pensar o Império: visões da África e da Ásia do colonial ao pós-colonial
Patricia Souza de Faria (UFRRJ) & Roberta Guimarães Franco (UFMG)
O presente ST pretende dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos nas três últimas edições do EIHC, com o objetivo de estabelecer um debate acerca dos estudos relacionados às leituras e releituras sobre os espaços que vivenciaram o domínio colonial português tanto em África como na Ásia, e sobre as representações produzidas ao longo dos séculos sobre esses espaços, representações perpassadas também pelas interações com o espaço ibero-americano. Soma-se o interesse pela reflexão sobre as rupturas e permanências nas perspectivas teóricas e analíticas nas pesquisas sobre os referidos espaços, a problematização de movimentos que apontem para heranças ou embates no momento contemporâneo, ou ainda reafirmem ou questionem a ideia/imagem de Império, bem como as visões sobre o império produzidas a partir da África e da Ásia, a partir de fontes e de agentes locais. A perspectiva comparativista permanece como foco metodológico, tanto para abordar diferentes territórios, como para trabalhos que privilegiem uma análise multidisciplinar. Encoraja-se o desenvolvimento de análises sobre as representações da África e do Oriente que afirmem ou refutem a ideia de Império, a partir de uma ampla variedade de materiais: tratados sobre costumes e crenças religiosas; documentos inquisitoriais; relatos etnográficos; numeramentos e classificação das populações; mapas cartográficos; coleções e exposições; fotografias; literatura e outras formas de arte. Neste sentido, incentiva-se a análise das representações produzidas por funcionários coloniais, missionários, viajantes, mas sem descurar das visões que surgiram a partir da própria África e da Ásia, o que incluiu as perspectivas de suas “elites nativas”, de críticos locais do colonialismo, de exilados e membros das comunidades de diáspora. Assim, pretende-se igualmente repensar as representações que colocam o colonizador como imagem central desses processos e ignoram as particularidades de cada sociedade de acordo com os povos autóctones.