06/06/2019
O FIM DO TRABALHO NOS FORMATOS ATUAIS
Com as grandes e constantes mudanças políticas, tecnológicas e culturais, temos acompanhado cada vez mais rápido várias movimentações nas relações de trabalho e emprego e nas formas de se ganhar alguma renda.
A grande verdade é que já é perceptível que os conhecidos empregos, da forma como são desenvolvidos hoje, podem não existir em um futuro não tão distante.
Ao longo de minha existência (e nem sou tão velha assim...rsrs), vivenciei a extinção de empresas de renome, como por exemplo a Olivetti, a Blockbuster, a Mesbla, a Varig e a Toys'R Us. Junto com elas, foram embora milhares de empregos.
Além disso, crises financeiras constantes assolam a economia mundial e prejudicam a retomada do crescimento e empregos. Hoje, vemos no Brasil milhões de pessoas hiper qualif**adas, porém, sem uma vaga de emprego à altura.
Para os empregadores, manter uma pessoa em regime CLT - a famosa "carteira assinada" - costuma custar mais do que o dobro do salário bruto daquele empregado, considerando os encargos trabalhistas, fora os benefícios!
Para os empregados, ter uma carteira assinada não signif**a estabilidade. Cada vez mais o regime CLT tem signif**ado para muitas pessoas uma grande falta de flexibilidade de horários. O contratado, se trabalhar em horário normal, sem ser de turno, passa 44 horas semanais trabalhando. Se considerarmos o tempo de almoço de 1 hora e mais o tempo de deslocamento, pode considerar, por baixo, em torno de 10 a 12 horas diárias dedicadas ao emprego.
Bancos, cartórios e estabelecimentos públicos funcionam exclusivamente em horário comercial. Como um empregado consegue ir a esses estabelecimentos trabalhando em regime CLT? Em alguns casos, f**ando sem almoçar, em outros, pedindo para se ausentar em um período de um dia que talvez não fosse "legal" sair mais cedo ou chegar mais tarde.
Certamente, acreditar que uma pessoa f**a plenamente produtiva 8 horas diárias é uma verdadeira ilusão, o que torna o regime CLT improdutivo. As pessoas vivem ocupadas, porém, grande parte vive frustrada e não produtiva.
Nesse contexto, novas formas de trabalho podem surgir, com muito mais flexibilidade para quem trabalha quanto para quem emprega, como por exemplo: trabalhar por empreitada ou por projeto, vender horas de trabalho, vender conhecimento, oferecer produtos e serviços físicos, produtos e serviços online, entre outros.
A grande questão é: você está se preparando para esses novos modelos de trabalho?
Se já está se preparando, deixe nos comentários o que, dentro de suas competências, você acredita que pode oferecer ao mercado?
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