Geografar: um exercício de luta.

Geografar: um exercício de luta. Fan page destinada ao Grupo Acadêmico "GEOGRAFAR: um exercício de luta!" de estudantes da UNEB - D

Fan-page destinada ao Grupo Acadêmico "GEOGRAFAR: Um exercício de luta".

29/03/2019

SE VOCÊ NÃO RESPEITA A DOR DO OUTRO, CALE-SE!

Às vésperas de completar 55 anos do inicio da ditadura militar no Brasil, o sujeito que está à frente da presidência da republica afirma que a data de 31 de março deve ser comemorada em homenagem ao golpe. Paralelo a isso, seus fies seguidores (os amantes da cura gay e mamadeira de “piroca”), atestam com toda a certeza de que o golpe de 64 foi importante e que fez o Brasil crescer. Quando eu vejo alguém falando isso, eu analiso por duas vias, uma delas é que a pessoa é realmente leiga e a outra é que a pessoal é mau caráter e um ser desprovido de humanidade. Portanto, esse pequeno texto é destinado aos leigos, já que mau caratismo não tem solução.
Alguns mitos sobre a ditadura precisam ser desmistificados, o primeiro deles é a suposta ameaça de que o Brasil iria se tornar um país comunista. Ora, essa ameaça nunca houve as elites desse país jamais deixariam isso acontecer. Essa desculpa deslavada está associada muito mais ao cenário geopolítico mundial, o processo de expansão capitalista pelos EUA, vai fazer emergir o golpe, para que o Brasil se torne terreno fértil das grandes corporações internacionais. Além do mais, no cenário nacional, tinha-se o fortalecimento de um governo nacionalista, que visava o fortalecimento das causas trabalhistas, portanto uma ameaça aos interesses da elite burguesa e com os ranços escravagistas.
Um segundo ponto é do suposto desenvolvimento econômico. Uma coisa é fato, os primeiros anos da ditadura militar houve sim, um crescimento econômico, o que difere de desenvolvimento, um crescimento impulsionado principalmente pelo capital internacional, o fortalecimento das políticas de bem estar social, em contrapartida, tem-se uma concentração de renda estupenda no país, o aumento da assimetria entre as regiões do país é a expressão dessa desigualdade, o nordeste por exemplo, passa a ser com mais força um fornecedor de mão de obra barata para o sudeste. Nas cidades o processo de segregação espacial, ou seja, as populações pobres, a massa de trabalhadores migrantes é jogada à margem da sociedade, nas favelas, sobretudo das cidades do sudeste. No campo, há uma concentração de terra exacerbada nas mãos dos latifundiários, muito dos casos, os camponeses eram obrigados a ceder suas terras, porque o próprio Estado usava a força policial para que os camponeses cedessem suas terras para o avanço das fronteiras agrícolas. Portanto esqueça a palavra desenvolvimento. O que houve foi algo paliativo, que não deu certo, pelo contrário, aumentou a pobreza.
Por fim, o terceiro ponto e talvez o mais delicado: “há só ia preso na ditadura, quem era bandido”. Aos desprovidos de humanidade, bom sendo, e qualquer tipo de sentimentos, eu recomendo uma busca rápida e simples no youtube, entre tantos outros documentários, assistam um vídeo bem pequeno, de apenas 4 minutos, intitulado: Torturada e morta Aurora Maria Nascimento Furtado” e tirem suas próprias conclusões. O que precisamos entender é que numa ditadura o que se tem é ausência total da democracia, da liberdade de expressa e capacidade investigativa dos poderes, portanto, entendam que todos os crimes sejam os de torturas, assassinatos, sumiço de pessoas, foram completamente escondidos e negligenciados, uma vez que a mídia não podia de forma alguma noticiar tais fatos. Já à justiça, bem a justiça era eles. Portanto, precisamos entender que esse foi um momento da história do nosso país que jamais deve ser esquecido, não no intuito de ser comemorado, mas para que jamais se repita tais atrocidades. Deixe de ser insensível a dor do outro, entenda que os outros sofreram e sofrem, sejam dores físicas ou psicológicas, deixe seu ódio de lado, sua intolerância e rancor. Respeite a dor de alguém. Seja empático!

Para finalizar:
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer.

28 de março de 2019
Por Jutair Oliveira

27/03/2019

Seu ódio e ignorância fará com que uma sociedade futura seja marcada por idosos doentes e suicidas

O título parece um tanto exagerado, mas o propósito é justamente esse. As políticas do atual governo, caso se concretize, trarão danos terríveis às futuras gerações, aos idosos, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, isto é, eu você e uma gama de trabalhadores e trabalhadoras.

Era sabido que as políticas do governo Bolsonaro, estavam alinhadas com os interesses dos banqueiros, dos grandes empresários e do capital internacional. Isso estava evidente, ele mesmo dizia abertamente que o trabalhador teria que escolher entre direitos ou empregos, que era necessária desregulamentação, desburocratização, tudo isso para fazer o grande capital. Estava evidente que a reforma da previdência seria ainda mais nefasta que a reforma de Temer, vide o fato de que para ele a reforma trabalhista deveria ter sido ainda mais dura com os direitos trabalhistas. Portanto, não se trata de torcer contra o país, torcer contra a gestão do atual presidente. Essa série de retirada de direitos básicos a população mais pobre era evidente!

Mas aí, seu ódio ao PT, sua intolerância religiosa, somado ao seu preconceito, fizeram com que vocês negligenciassem todas essas evidências e focasse apenas na tal cura gay e mamadeira de “piroca”, fatos esses que nunca existiram!

E agora teremos uma série de reformas que atingirão diretamente a classe trabalhadora, em contrapartida, os grandes bancos, o capita nacional e internacional e os grandes empresários festejam nessas terras da América onde eles podem pagar um trabalhador a preço de banana e sem preocupações com a justiça do trabalho. A soma disso tudo é termos nas próximas décadas uma série de idosos com doenças de todos os tipos e, sobretudo, doenças psicológicas. Vide o caso do Chile, que apresenta um dos maiores índices de suicídios de idosos, muito desses números é em razão do sistema previdenciário adotado ainda na ditadura de Pinochet (ditador, estuprador, homenageado por Bolsonaro). Por fim, nós avisamos, muitos foram os avisos, mas seu ódio, preconceito e intolerância levarão o nosso país ao colapso, se não for nessa década será nas próximas. Parabéns aos pobres, envolvidos.

26 de março de 2019
Por Jutair Oliveira

25/03/2019

ESTAMOS SENDO ASSALTADOS DESCARADAMENTE!!!

E TUDO COM AMPARO DE LEIS IMORAIS!!!

Veja aí o por quê do ROMBO na Previdência. Além das desonerações de 450 bilhões dos mais ricos q somam 2% da População ainda temos a DRU que desvincula 30% da Seguridade Social (Previdência, Saúde e Educação).

Agora na Reforma da Previdência o governo está propondo acabar com a DRU, porém, ao mesmo tempo ele coloca várias despesas estranhas na conta de seguridade social, ou seja, desvia da mesma forma.

Informações no site do Senado: https://goo.gl/FRaakC

Entre a era da desinformação e a estratégica cobertura de resistênciaPor Donminique Azevedo*Década de 60. Estados Unidos...
02/06/2018

Entre a era da desinformação e a estratégica cobertura de resistência

Por Donminique Azevedo*

Década de 60. Estados Unidos da América. Segregação. Discriminação contra a população negra. Acirramento das relações raciais. Massacre de Orangeburg. Assassinato de Martin Luther King. Link:

05/04/2018 | às 16h15 Por Donminique Azevedo* Década de 60. Estados Unidos da América. Segregação. Discriminação

31/05/2018

O lado masoquista do brasileiro aflorando numa “greve” seletiva.

Embora o título da publicação a princípio pareça polemizador, é sempre importante refletimos a partir dos diversos pontos de vista e das diversas faces que envolve o processo, para não cairmos numa leitura binária das questões.
Nos últimos tempos, em especial nas ultimas semanas, com a greve dos caminhoneiros tem surgido através de alguns grupos, inclusive alguns deles que fazem parte da greve, um pedido desesperador por intervenção militar, isto é, o desejo que os militares “tomem conta do país”. Sobre isso, eu penso em duas possibilidades: na primeira, está relacionado ao fato que esses grupos têm certo fetiche masoquista e, portanto gostam de apanhar, haja vista que as intervenções militares que se tem registro na história, inclusive a que aconteceu aqui no Brasil, o marcante é justamente um sistema de governo autoritário, repressor, que em outros termos, bate sem dó naqueles que tentam se opor aos interesses deles (felizes são aqueles/as que “apenas” apanharam na ditadura militar no Brasil, outras centenas de pessoas não tiveram a mesma “sorte” de contar suas histórias, apenas seus cadáveres fora encontrado). E, portanto, estamos diante de um enorme paradoxo, ou seja, só é possível fazer greve num estado democrático, por mais que a nossa democracia esteja abalada. No caso de um sistema autoritário, a greve seria encerrada em poucos dias através das forças repressoras do estado, portanto, o pedido desenfreado por uma intervenção militar deve partir de alguém que sente desejo em apanhar. O segundo motivo, e eu espero que seja este, está relacionado ao analfabetismo politico desses grupos, talvez não tenham tido acesso aos vários níveis de escolarização e, conseguir fazer uma reflexão a partir daquilo que os professores de História, Geografia, Sociologia e outras ciências debatiam em sala a respeito da terrível ditadura no Brasil que durou mais de duas décadas. Talvez essas pessoas nunca tenham ouvido falar sobre as sessões de torturas, que iam desde homens e mulheres adultos a crianças e adolescentes, um regime altamente autoritário, desprovido de qualquer possibilidade de diálogo e, logo, ausência total de democracia. Portanto, caros amigos e colegas, uma intervenção militar no Brasil, não iria Salvar o país, só iria entre tantos outros fatores, eliminar suas possibilidades de reivindicar por algo.
Outro ponto que devemos refletir é acerca da seletividade da greve. Seletividade porque? Ora, lembro-me que estive presente em duas mobilizações no ano de 2016, protestando contra as atrocidades do atual governo, uma paralisando por um determinado tempo a BR 116 Norte e na outra participando da mobilização nacional em Brasília contra a PEC “da morte” do governo Temer. Em ambas, não houve o apoio das massas, pelo contrário, fomos taxados por uma parcela significativa da população como baderneiros, bando de desocupados, além de sofrer alta repressão por parte da polícia, sobretudo no episodio de Brasília, com direito a gás de pimenta nos olhos, e vendo colegas feridos pelas balas de borrachas; o que dizer então dos professores do Paraná, do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e tantos outros municípios e estados deste Brasil, que nos dois últimos anos, na luta por melhorias no âmbito da educação foram altamente oprimidos, com professores extremamente feridos e sem apoio da população em geral. Ah, mas o problema é que aqui estamos falando de educação, saúde, e essas coisas a gente vai “empurrando com a barriga”, professores “choram de barriga cheia” (mesmo estando com seus salários atrasados, passando por necessidades, situação precária nas escolas). Não se trata aqui, de uma hierarquização das funções, mas sim, de uma seletividade das nossas concepções ideológicas. Precisamos refletir minuciosamente acerca de uma greve que tem o apoio dos grandes empresários do ramo, onde não há uma repressão por parte do estado, e, uma greve que passa a existir a partir do momento em que as políticas arbitrárias do atual governo, interferem diretamente nos interesses dos grevistas, precisamos refletir sobre grevistas alienados que pedem por um modelo de governo que certamente não iriam permitir que a greve acontecesse. Esse texto, em nenhum momento visa realizar uma separação de classe, pelo contrario, é um convite acerca das cartas que estão sobre a mesa, precisamos refletir sobre as nuances que envolvem todos esses processos, para que depois não tomemos decisões equivocadas e fiquemos do lado errado da história. Por fim, concluo “Se a classe operária tudo produz a ela tudo pertence”.

Por Jutair Oliveira.

11/10/2017
Evento comemora 25 anos do curso de geografia no Campus de Caetité
11/10/2017

Evento comemora 25 anos do curso de geografia no Campus de Caetité

O Departamento de Ciências Humanas (DCH) do Campus VI da UNEB, em Caetité, realizará o II Encontro de Geografia e I Encontro de I Encontro de Ex-alunos, entre os dias 18 e 20 de outubro, na unidade.

08/10/2017
Atenção estudantes!𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝟏𝟎 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨, terça-feira, a UNEB receberá 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çõ𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐛𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥 𝟐...
07/10/2017

Atenção estudantes!

𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝟏𝟎 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨, terça-feira, a UNEB receberá 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢çõ𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐛𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥 𝟐𝟎𝟏𝟖. Há opções de cursos em todos os departamentos. Interessados em solicitar isenção, terão até o dia 15 de outubro.
A página do vestibular ainda não está liberada, mas para ter acesso aos editais e saber tudo sobre o vestibular, basta acessar a página: http://selecao.uneb.br/editais2017/ e buscar os editais 106 (inscrição) e 107 (isenção).

Na imagem, em tons de azul, o brasão da Universidade e o texto: "Comunicado. Vestibular presencial 2018 (Editais publicados)."

Endereço

Serrinha, BA
48700000

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