20/10/2021
A teoria Schumpeteriana considera que o progresso técnico é endógeno à organização industrial. Em outras palavras, ela afirma que — na maioria das vezes — as inovações acontecem no interior da indústria. Em consequência disso, as empresas são capazes de influenciar o ritmo do progresso industrial. Esse fenômeno é comumente observado, por exemplo, na indústria eletrônica.
Em um cenário de progresso técnico endógeno, a principal preocupação do empresário é de criar novas tecnologias por meio de investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e capital humano. O autor do texto, Brasil (2011), salienta que mesmo com exceções no quesito de exogeneidade, a lógica central permanece a mesma: as empresas precisam trazer inovações tecnológicas para poderem alcançar vantagens competitivas no mercado.
Nesse contexto de concorrência industrial e inovação tecnológica, Schumpeter mostrou que a existência de monopólios e oligopólios nas economias mais avançadas não são exceção, mas sim a regra. Segundo ele, essa organização econômica baseada em poucas e grandes empresas contribuiu para uma maior produtividade do trabalho, o que acaba aumentando o poder de compra do trabalhador, que precisaria trabalhar cada vez menos horas para consumir determinado produto.
Nos próximos posts, será analisado se essa lógica Schumpeteriana das grandes empresas também vale para as pequenas e médias no cenário da economia contemporânea globalizada, observando assim suas estratégias e capacidade de inovação.
Para ler o artigo de Brasil, Nogueira e Forte, acesse:https://www.redalyc.org/pdf/2735/273519438003.pdf