23/09/2026
A pesquisa publicada na revista Journal of Plant Research tem como autores Vinícius L. Denardi, Karinne S. Valdemarin, Eve J. Lucas, João V. Dias e a Profa. Dra. Fiorella Fernanda Mazine Capelo
O estudo investigou a presença, a morfologia e a distribuição dos coléteres, estruturas glandulares envolvidas na proteção de primórdios foliares e florais, na subtribo Eugeniinae. Este grupo concentra a maior diversidade de Myrtaceae na região Neotropical, incluindo gêneros como Eugenia e Myrcianthes.
O gênero Eugenia apresenta taxonomia complexa e é subdividido em 11 seções infragenéricas. Para avaliar a relevância dos coléteres na delimitação e identificação de espécies, a pesquisa analisou espécimes de herbário de 221 espécies de Eugenia e sete espécies brasileiras de Myrcianthes.
Os resultados indicaram variação na morfologia e na distribuição das glândulas. O formato euriforme predominou em Eugenia e o cônico em Myrcianthes. Observou-se também que os coléteres estão frequentemente associados a ambientes secos e são ausentes em espécies glabras, o que sugere uma correlação com a presença de indumento.
A análise morfométrica apontou sobreposição entre a maioria dos grupos, com padrões distintos observados apenas em seções específicas (E. sect. Schizocalomyrtus, E. sect. Racemosae e espécies não americanas). O estudo conclui que os coléteres homogêneos são caracteres diagnósticos auxiliares viáveis para a taxonomia de Eugeniinae, especialmente quando combinados com outros traços morfológicos.
Acesse o artigo completo pelo DOI: https://doi.org/10.1007/s10265-026-01756-7