23/09/2026
"No passado, pra mim, perdoar era conseguir a dádiva de apagar da memória e do coração aquilo que uma pessoa fez com você. Hoje compreendo de forma diferente. O perdão não é sobre isso. Ninguém apagará minha memória. Perdoar é se lembrar muito bem daquilo que provocou suas cicatrizes, mas é também ter o coração livre ao saber que nada daquilo tem efeito algum sobre você."
E assim foi o nosso encontro do Clube de leitura "Parágrafo único", com o livro "Nunca vi a chuva" de Stefano Volp: a chuva como cenário e personagem para mais uma conversa boa e interessante. Nossos agradecimentos a quem esteve por aqui, nesse bate-papo 🥰.
E a poesia, que finalizou a conversa ontem:
Curiosidades negras
Para que serve um homem
se ele não for sempre
um ontem e um amanhã.
Como pode um ser pensante
não ser terra, água, fogo
se ele é planta, ar, bicho,
pedra que fere e constrói
na trajetória do ferro
forma e ar, de toda a
força que lhe faz ser.
Impossível, pois se é negro
separar o bom do ruim
o longe do perto,
os olhos da visão.
A natureza é uma coisa só
sendo um mutirão.
Que sentido tem um ser
negro
se não for dessa perfeição.
Livro "A cor da demanda", de Éle Semog (tem na Biblioteca 😉)
E ainda tem a playlist das músicas e bandas citadas no livro. Está no link na bio e no Spotify " Livro "Nunca vi a chuva"
Descrição da imagem: Card com fundo laranja sobre o Clube de Leitura da Biblioteca Campus Sorocaba. Na parte superior, lê-se o título "Clube de Leitura da Biblioteca Campus Sorocaba". Logo abaixo, há um balão de fala laranja com a expressão "Parágrafo único", cercado por recortes em preto e branco de uma boca aberta, um ouvido e uma boca sorrindo. No centro, em um recorte no formato da silhueta da biblioteca, há uma foto de cinco mulheres sorrindo em pé, lado a lado, segurando cópias do livro "Nunca vi a chuva". Na parte inferior, em destaque sobre o fundo laranja, está escrito: "Livro: Nunca vi a chuva", de Stefano Volp. No canto inferior direito, estão a logomarca da Biblioteca Campus Sorocaba e a sigla B-So/UFSCar.