30/07/2025
Microbiota intestinal e a relação com Autoimunidade.
Diversos estudos sugerem que a microbiota pode ter um impacto significativo na patogênese e no número de doenças autoimunes, principalmente no contexto de desordem da microbiota normal, como na mudança dos microrganismos que se instalam. Doenças autoimunes como a artrite reumatoide, esclerose múltipla, diabetes tipo 1, lúpus eritematoso sistêmico e doença celíaca têm sido associadas a esse desequilíbrio microbiano. No entanto, ainda não está totalmente elucidado em que momento as alterações da microbiota se tornam gatilhos para o desenvolvimento de doenças autoimunes.
Reconhecendo a relevância da microbiota intestinal, recentes pesquisas estão avaliando os efeitos do Transplante de Microbiota F***l (FMT, do inglês "F***l Microbyota Transplant") como uma abordagem terapêutica promissora. O FMT já demonstrou sucesso em patologias gastrointestinais, como a infecção por Clostridiodes difficile e nas doenças inflamatórias do intestino. Além disso, alguns trabalhos apontam potencial terapêutico desses procedimentos em outras doenças autoimunes, embora os dados sejam provenientes de ensaios em modelos animais. Em adição, o FMT propõe auxiliar no entendimento do eixo cérebro-intestino e a investigação de doenças neurológicas, como a doença de Parkinson e depressão.
Ref:
BELVONCIKOVA, Paulina; MARONEK, Martin; GARDLIK, Roman. Gut dysbiosis and f***l microbiota transplantation in autoimmune diseases. International Journal of Molecular Sciences, v. 23, n. 18, p. 10729, 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/ijms231810729.
SUN, Y. et al. Characteristics of gut microbiota in patients with rheumatoid arthritis in Shanghai, China. Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, v. 9, p. 369, 2019. DOI: https://doi.org/10.3389/fcimb.2019.00369.
SCHER, J. U. et al. Decreased bacterial diversity characterizes the altered gut microbiota in patients with psoriatic arthritis, resembling dysbiosis in inflammatory bowel disease. Arthritis & Rheumatology, v. 67, p. 128–139, 2015. DOI: https://doi.org/10.1002/art.38892.
***l