14/03/2018
O guru voltou. Cinco anos depois de chacoalhar o mundo dos negócios com as teorias revolucionárias do best-seller A Startup Enxuta, Eric Ries retorna com uma nova provocação: está na hora de todas as empresas, de todos os tamanhos, aprenderem a pensar como uma startup. “A alternativa é a irrelevância”, afirma, em entrevista exclusiva à PEGN. Na sua opinião, programas de corporate venture não têm o efeito desejado. Para inovar, é preciso implantar mudanças radicais na estrutura das empresas. Esse é o tema do livro The Startup Way, lançado recentemente nos Estados Unidos.
Li uns trechos onde ele coloca um conceito legal de “startups internas” e “cultura de liderança através de projetos com pessoas criativas” e explica a dificuldade da venture/big player de adaptar-se a cultura ou sinergia da startup ou empresa que está sendo adquirida ou em cooperação para crescimento.
...Eles perceberam que podiam aprender com as startups. O interesse deles me surpreendeu. Fui procurado por CEOs de gigantes como GE e Toyota, e também por empresas que haviam crescido muito rápido, como Airbnb e Dropbox. A pergunta que mais ouvi foi: como podemos usar a criatividade que já existe na empresa para inovar e encontrar novas fontes de crescimento? Comecei a trabalhar com os dois grupos, startups e corporações, para criar sistemas que tornassem possível aplicar as técnicas da startup enxuta a empresas de grande porte. Esse trabalho me fez perceber que havia tocado em algo essencial para os nossos tempos: nunca foi tão importante pensar como uma startup.
A gestão como a conhecemos não funciona mais?
A maioria dos empreendedores que conheço não deu a devida atenção a um fato muito simples. O mundo passou por uma revolução digital profunda, que mudou a maneira como produzimos e consumimos. Mas as estruturas das companhias continuam as mesmas. Se você pegar o organograma de qualquer empresa — incluindo as startups mais quentes do Vale do Silício —, verá que não é muito diferente do que era há 20 anos. Não fizemos nada para adaptar nossas técnicas de gestão ao novo mundo. E agora vamos ter de correr atrás disso.
Por que é tão doloroso?
A parte mais difícil é fazer com que os executivos mais antigos da companhia mudem seu comportamento. Por que eles iriam querer mudar a maneira como trabalham, se foi assim que construíram uma carreira de sucesso? Nos meus encontros com executivos, eu sempre digo: “Olhe no espelho. Está olhando para o problema. Se quiser mudar a empresa, terá de mudar a si mesmo”. Geralmente eles respondem: “Obrigado por ter vindo” [risos]. Entendo que é difícil para uma grande empresa pensar como uma startup. Mas a alternativa é se tornar irrelevante e morrer.
Confira essa história: "Programas de corporate venture não funcionam" http://flip.it/evOfck do Flipboard.
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