22/03/2022
O coelho e a hiena eram amigos.
Um dia, a hiena que estava passear sozinha, passou por uma povoação e viu algumas raparigas a pilar. Entre elas estava uma muito bonita e que se chamava Chipha Dzuwa.
A hiena disse: És muito bonita, casa comigo. A rapariga respondeu: primeiro tens de falar com os meus pais, traz o teu padrinho. E me caso contigo.
Entretanto, o coelho, o coelho que pouco depois passou pela mesma povoação, apaixonou-se pela mesma rapariga. "Casa comigo", disse-lhe o coelho.
"Não posso, já dei a minha palavra à hiena. Ele vem apresentar-se aos meus pais", respondeu a rapariga. O coelho começou a soltar grandes gritos e a rebolar no chão. Riu-se e zombou da rapariga: "Não compreendo nada. Então tu, tão bonito que tu és, casas com um qualquer? Não sabes que a hiena é meu serviçal e serve-me de cavalo quando entende? "
"Não acredito, apresentar-me provas disse a rapariga", pediu a rapariga, respondeu humilhadamente e espantada. Quanto o coelho se encontrou com a hiena, nada disse. Esta, porem, estava feliz e pediu ao amigo para ser seu padrinho no dia da apresentação aos pais. O coelho fingiu: "Não sei, amigo, é que não ando lá muito bem. Além disso piquei-me num pé e não consigo caminhar longas distâncias". A hiena ofereceu-se logo cheia de boa vontade: "Não faz mal, eu carrego-te às costas. O que eu quero é que vás apresentar-te aos pais da Chipha Dzuwa". Mas o coelho insistiu: "Tu andas muito depressa, tenho receio que me deixes cair. Só se permitires que eu ate uma corda ao teu pescoço". A hiena estava por tudo naquele momento. Aceitou.
No dia combinado, lá foram os dois, o coelho no dorso do amigo e com as mãos na corda. Quando chegaram à povoação, o coelho começou a fazer manobras como se estivesse montado num cavalo e logo que viu a rapariga, começou a gritar: "Corre depressa, aí está a nossa amiga". A hiena, que não tinha percebido ainda o que o coelho estava a fazer, correu mesmo. Ao chegarem ao pé da rapariga, o coelho saltou... para o chão e d".