26/03/2021
De forma simplif**ada, para entender a bomba de sódio e potássio, temos que entender que os íons se distribuem de maneira desigual, onde observamos grande quantidade de potássio (K) dentro da célula e de sódio (Na) fora da célula. Essa bomba segue um ciclo que nada mais é que um ciclo constante de ida e volta da proteína em 2 formatos, 2 conformações (voltada para dentro ou para fora).
Você precisa lembrar que, quando a proteína está voltada para dentro, há alta afinidade por Na (e baixa afinidade por K), e, no sentido contrário, quando está voltada para fora, a afinidade muda e ela passa a ter alta afinidade por K (e baixa afinidade por Na), mudando assim suas ligações (com esse íons- potássio e sódio).
E como a proteína pode alternar entre essas duas conformações? Ela faz isso adicionando ou removendo um grupo fosfato. Quem controla esse grupo fosfato é justamente a ligação dos íons a serem transportados. Dessa forma, a bomba sódio-potássio transporta sódio para fora e potássio para dentro da célula num ciclo repetitivo, sendo que em cada ciclo, 3 íons de sódio (Na) deixam a célula, enquanto 2 íons de potássio (K) entram.
Como acontece então esse transporte contínuo?
A bomba, no início, está aberta para o interior da célula (conformação voltada para dentro), logo, com grande afinidade pelos íons de sódio (vai usar 3 deles):
- Íons de sódio se ligam
- Dispara a bomba para a hidrólise (quebra) do ATP
- Grupo fosfato do ATP é anexado à bomba (chamada de fosforilada)
- ADP é liberado como um sub-produto.
Como vimos que a fosforilação faz a forma da bomba mudar, ocorre a reorientação para que se abra agora na direção do espaço extracelular (conformação para fora). Nessa conformação, a bomba deixa de se ligar aos íons de Na (f**a com baixa afinidade a eles), e então 3 íons de Na são liberados para fora da célula.