RAAlg-Rede de Arrojamentos do Algarve para cetáceos e tartarugas marinhas

RAAlg-Rede de Arrojamentos do Algarve para cetáceos e tartarugas marinhas Projeto de investigação da Universidade do Algarve dedicado à recolha de informação sobre cetáceos e tartarugas marinhas arrojados mortos na costa algarvia

07/04/2026
Ao longo do ano de 2025, a equipa RAAlg deu resposta a 72 ocorrências de animais arrojados mortos ao longo de toda a cos...
29/01/2026

Ao longo do ano de 2025, a equipa RAAlg deu resposta a 72 ocorrências de animais arrojados mortos ao longo de toda a costa algarvia. No total, foram registadas 11 espécies diferentes, das quais 8 correspondem a cetáceos e 3 a tartarugas-marinhas.

Este foi um ano desafiante, marcado por muito trabalho, inúmeros objetivos cumpridos e também por algumas mudanças na equipa, decorrentes de motivos de força maior e alheios à nossa vontade. Apesar das limitações e dos entraves enfrentados, o trabalho prosseguiu e o levantamento de dados foi realizado de forma contínua. 👏🏻🎉

Agradecemos a todas as entidades parceiras pelo apoio prestado, bem como aos estudantes, estagiários e voluntários que colaboraram connosco ao longo do ano. 🙏

Desejamos que, no ano que agora se inicia, sejam novamente reunidas as condições necessárias para dar continuidade a este trabalho, mantendo o rigor e a dedicação que o têm caracterizado nos últimos anos.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)

Arrojamento de cetáceo na ilha Deserta (Faro)Na sexta-feira, dia 12 de dezembro, a RAAlg foi notificada para um arrojame...
16/12/2025

Arrojamento de cetáceo na ilha Deserta (Faro)

Na sexta-feira, dia 12 de dezembro, a RAAlg foi notificada para um arrojamento de um cetáceo morto na Ilha Deserta, Faro. Após diligências necessárias para a deslocação ao local, no sábado, 13 de dezembro, confirmámos tratar-se de um roaz-corvineiro (Tursiops truncatus), em elevado estado de decomposição. A necrópsia realizada revelou como causa provável de morte uma captura acidental, tendo sido observado o estômago e o esófago com presas abundantes.

Infelizmente, em 2025, temos tido constrangimentos financeiros, o que tem limitado fortemente a nossa capacidade de resposta desde setembro. Ainda assim, continuamos a fazer esforços para responder aos alertas, graças ao enorme empenho de um aluno de doutoramento, o nosso coordenador de terreno, o Jan Hofman, e a aluna de mestrado Vasiliky Devetzi, que têm apoiado voluntariamente este trabalho essencial.

Agradecemos ao corpo de vigilantes do ICNF pelo alerta, á empresa Animaris pela deslocação à ilha e ao restaurante Estaminé pelo apoio logístico na ilha. Continuaremos comprometidos com a monitorização e conservação marinha no Algarve, apesar dos desafios atuais.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)
Universidade do Algarve UAlg
Animaris Ilha Deserta
Restaurante Estaminé
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.

🌊Semana do Mar na EB de EstoiA RAAlg esteve nos últimos dias na EB de Estoi para celebrar a Semana do Mar com os pequeno...
25/11/2025

🌊Semana do Mar na EB de Estoi
A RAAlg esteve nos últimos dias na EB de Estoi para celebrar a Semana do Mar com os pequenos exploradores da pré-primária e do 1° ciclo.
Através de histórias, imagens e muita participação, falámos sobre baleias e golfinhos, sobre como vivem e comunicam, e sobre a importância de protegemos estes animais especiais. Partilhámos também alguns desafios que os cetáceos e outros animais marinhos enfrentam - desde a poluição ao contacto com as redes de pesca - e como todos podemos ajudar, mesmo com gestos simples do dia a dia.
As crianças ouviram, perguntaram, e encheram as salas de entusiasmo. Foi inspirador ver tanta curiosidade pelo mar!
Deixamos ainda um desafio aos alunos. Que em breve será revelado. Fiquem atentos! 😉
Agradecemos à EB de Estoi pelo convite que endereçou à Ana Marçalo, nossa coordenadora institucional e investigadora do CCMAR e pela maravilhosa receção. Continuaremos, juntos, a cuidar do nosso Oceano e dos seus habitantes.
Apesar das algumas limitações de foro financeiro que a Rede Nacional de Arrojamentos atravessa e que afeta inevitavelmente todas as redes regionais, que esperamos sejam ultrapassadas brevemente, a RAAlg dentro das suas possibilidades continuará a dar a resposta possível nas frentes a que se comprometeu e em muito especial à literacia dos oceanos.
algarve

Resultados preliminares da análise de conteúdo estomacal de um golfinho-roaz-corvineiro (𝘛𝘶𝘳𝘴𝘪𝘰𝘱𝘴 𝘵𝘳𝘶𝘯𝘤𝘢𝘵𝘶𝘴), resultante...
22/08/2025

Resultados preliminares da análise de conteúdo estomacal de um golfinho-roaz-corvineiro (𝘛𝘶𝘳𝘴𝘪𝘰𝘱𝘴 𝘵𝘳𝘶𝘯𝘤𝘢𝘵𝘶𝘴), resultante de arrojamento:

O mesmo foi registado no dia 23/02/2024, na Praia dos Três Castelos, em Portimão.

Tratava-se de uma fêmea em estado de decomposição 2 (Fresco), apresentando marcas de interação intraespecífica na superfície corporal, bem como indícios de predação (post mortem).

A ausência da barbatana caudal, aparentemente decepada, impossibilitou o registo exato do comprimento total do animal, tendo sido obtida apenas uma medida subestimada de 2,73 metros.

Durante a análise, foram observados os seguintes aspetos:

• Parasitas presentes nos pulmões, fígado, intestino, pâncreas e estômago;

• Conteúdo alimentar no estômago e refluxo esofágico;

• Edema pulmonar associado a hemorragia perivascular;

• Presença de bolhas de ar no mesentério;

• Úlceras gástricas múltiplas no estômago 1 e única no estômago 3;

• Parasitas nos estômagos 2 e 3;

• Dois nódulos de 𝘗𝘩𝘰𝘭𝘦𝘵𝘦𝘳 𝘨𝘢𝘴𝘵𝘳𝘰𝘱𝘩𝘪𝘭𝘶𝘴, um parasita, identificados no estômago 3.

Relativamente à análise do conteúdo estomacal (em curso):

A análise preliminar, realizada durante a lavagem, revelou a presença de conteúdo alimentar diversificado, incluindo:

• Peixes ósseos: pescada (𝘔𝘦𝘳𝘭𝘶𝘤𝘤𝘪𝘶𝘴 𝘮𝘦𝘳𝘭𝘶𝘤𝘤𝘪𝘶𝘴), diversos sparídeos entre os quais boga (𝘉𝘰𝘰𝘱𝘴 𝘣𝘰𝘰𝘱𝘴) e dourada (𝘚𝘱𝘢𝘳𝘶𝘴 𝘢𝘶𝘳𝘢𝘵𝘢), Scomber sp. e carapau (Trachurus sp.);

• Cefalópodes: restos compatíveis com polvo-comum (𝘖𝘤𝘵𝘰𝘱𝘶𝘴 𝘷𝘶𝘭𝘨𝘢𝘳𝘪𝘴) e, aparentemente, trombeta (𝘌𝘭𝘦𝘥𝘰𝘯𝘦 𝘮𝘰𝘴𝘤𝘩𝘢𝘵𝘢), cuja identificação se encontra ainda em fase de estudo e investigação.

Além de restos alimentares, foram também detetados fragmentos de rede no estômago, compatíveis com interação com pescas.
A análise integrada dos resultados permitiu concluir que a causa de morte foi captura acidental.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)


No dia 5 de agosto, a equipa da RAAlg – Rede de Arrojamentos do Algarve foi acionada para um arrojamento na Ilha da Armo...
13/08/2025

No dia 5 de agosto, a equipa da RAAlg – Rede de Arrojamentos do Algarve foi acionada para um arrojamento na Ilha da Armona, zona da Fuzeta: um golfinho-roaz-corvineiro macho, com 2.45m de comprimento, foi encontrado ainda na água pelo concessionário local, Vítor “O Bolinhas”, que prontamente nos contactou e manteve comunicação constante até à nossa chegada.🐬

As ilhas-barreira do Parque Natural da Ria Formosa apresentam desafios acrescidos nestas situações: nem sempre existem meios disponíveis, em tempo útil, para remover e encaminhar animais arrojados e os acessos remetem a deslocações mais demoradas por necessitarmos de uma embarcação para chegarmos ao local. Por isso, a coordenação e cooperação local são fundamentais.

Neste caso, a rápida mobilização contou com:

✅️O alerta imediato e apoio de Vítor e Liliana (concessionários);

✅️O auxílio dos nadadores-salvadores;

✅️O suporte técnico do ICNF via telefone;

✅️A deslocação da nossa equipa até à ilha com apoio da carreira de barcos para a Fuzeta.

Graças a este trabalho conjunto, foi possível aceder ao local, retirar o animal da água e realizar a análise necessária.

Agradecemos profundamente a todos os envolvidos pela prontidão e espírito de colaboração. Cada intervenção bem-sucedida depende do esforço partilhado entre comunidade, autoridades e técnicos.

☎️ Se encontrar um animal marinho arrojado (vivo ou morto) no Algarve, contacte de imediato a 𝗥𝗔𝗔𝗹𝗴 através do +𝟯𝟱𝟭 𝟵𝟲𝟴𝟲𝟴𝟴𝟮𝟯𝟯.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.

As condições atmosféricas influenciam diretamente a ocorrência de arrojamentos de animais marinhos mortos que se encontr...
08/08/2025

As condições atmosféricas influenciam diretamente a ocorrência de arrojamentos de animais marinhos mortos que se encontram à deriva no mar.

Fatores como a direção e intensidade do vento, as correntes marítimas, a maré e a presença de tempestades podem transportar os corpos desses animais até à costa ou, por outro lafo, afastá-los para zonas mais distantes.

Ventos fortes provenientes do mar em direção ao litoral podem impulsionar os cadáveres em decomposição para as praias. Da mesma forma, alterações nas correntes oceânicas, provocadas por fenómenos meteorológicos ou alterações climáticas, contribuem para o deslocamento destes animais, muitas vezes oriundos de regiões distantes.

Em determinados períodos do ano, frentes frias e agitação marítima mais intensa aceleram esse processo, aumentando a frequência de arrojamentos.

Dessa forma, o local onde um animal é encontrado arrojado está frequentemente relacionado com a direção dos ventos e das correntes marítimas vigentes no momento, que determinam o trajeto e o destino final do corpo à deriva.

Como exemplos recentes deste fenómeno, destacam-se:

• O arrojamento de três golfinhos-comuns (Delphinus delphis) na Praia da Bordeira, em Aljezur, durante o mês de julho. Dois dos indivíduos foram detetados no mesmo dia, enquanto o terceiro foi encontrado dois dias depois, no mesmo local;

• O arrojamento de dois golfinhos-comuns na Praia do Penedo, também em Aljezur, registado no sábado, 2 de agosto.

Estes eventos reforçam a importância do estudo contínuo das condições meteorológicas e oceanográficas como ferramenta fundamental para compreender quando e por que ocorrem os arrojamentos de animais marinhos mortos.

Este conhecimento permite otimizar ações de monitorização e vigilância costeira, especialmente em períodos considerados de maior risco, contribuindo para uma resposta mais eficaz e informada na conservação da fauna marinha.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)

Na passada terça-feira, 29 de julho, recebemos um alerta sobre a presença de uma tartaruga-marinha morta, à deriva, ao l...
01/08/2025

Na passada terça-feira, 29 de julho, recebemos um alerta sobre a presença de uma tartaruga-marinha morta, à deriva, ao largo da Ilha da Armona. O animal acabou por dar à costa ontem, na Ilha Deserta, nas proximidades do Cabo de Santa Maria.

Tratava-se de um exemplar juvenil de tartaruga-de-couro (𝘋𝘦𝘳𝘮𝘰𝘤𝘩𝘦𝘭𝘺𝘴 𝘤𝘰𝘳𝘪𝘢𝘤𝘦𝘢), aparentemente do s**o masculino. Encontrava-se já em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou a determinação da causa de morte. No entanto, a presença de uma grande quantidade de alimento no trato digestivo — nomeadamente medusas, uma das suas presas preferidas — levanta a suspeita de que a morte possa ter resultado de um evento traumático.

A tartaruga-de-couro é a maior espécie de tartaruga-marinha, podendo atingir até 2 metros de comprimento e cerca de 500 kg de peso. Ao contrário das outras espécies, a sua carapaça não é dura, mas revestida por uma espessa camada de pele com textura semelhante ao couro, característica que lhe dá o nome comum.

Estes animais são geralmente solitários, aproximando-se da costa para se alimentar ou reproduzir. A sua dieta é bastante variada e inclui algas, medusas, equinodermes, moluscos, peixes e crustáceos. Embora ocorra nas águas portuguesas, esta espécie não se reproduz na nossa costa. Possui uma ampla distribuição geográfica, podendo ser encontrada em todos os oceanos, desde águas frias e temperadas até zonas tropicais e subtropicais. É uma das três espécies de tartarugas-marinhas que frequentam o litoral português, sendo a segunda com maior número de registos de arrojamentos.

Agradecemos às entidades que nos comunicaram a presença deste animal (Culatra TOURS, Ocean Vibes), permitindo uma resposta mais eficaz por parte da nossa equipa, tanto neste caso específico como nas ações complementares associadas.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)

Estes foram os resultados dos arrojamentos mortos, correspondentes ao 2° trimestre do ano 2025, obtidos pela RAAlg! Entr...
25/07/2025

Estes foram os resultados dos arrojamentos mortos, correspondentes ao 2° trimestre do ano 2025, obtidos pela RAAlg!

Entre os 16 arrojamentos registados, 12 corresponderam a cetáceos e 4 a tartarugas-marinhas. As espécies de cetáceos com maior número de registos foram o roaz-corvineiro (𝘛𝘶𝘳𝘴𝘪𝘰𝘱𝘴 𝘵𝘳𝘶𝘯𝘤𝘢𝘵𝘶𝘴 ) e a baleia-anã (𝘉𝘢𝘭𝘢𝘦𝘯𝘰𝘱𝘵𝘦𝘳𝘢 𝘢𝘤𝘶𝘵𝘰𝘳𝘰𝘴𝘵𝘳𝘢𝘵𝘢), com 3 arrojamentos de cada uma destas espécies. Relativamente às tartarugas-marinhas, apenas a tartaruga-comum (𝘊𝘢𝘳𝘦𝘵𝘵𝘢 𝘤𝘢𝘳𝘦𝘵𝘵a)

O registo mais peculiar deste período foi o arrojamento de uma baleia-de-bico-de-bico-cuvier (𝘡𝘪𝘱𝘩𝘪𝘶𝘴 𝘤𝘢𝘷𝘪𝘳𝘰𝘴𝘵𝘳𝘪𝘴), uma espécie pertencente pertence aos zifiídeos, uma família de cetáceos dentados, com bicos pronunciados, denominados por baleias-de-bico.

Agradecemos, mais uma vez, a todas as entidades que colaboram connosco, as quais permitem que o nosso trabalho seja feito de forma célere e eficiente. 🙏

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.

Esta semana, tivemos o prazer de receber mais um grupo de alunos do Curso Intensivo de Investigação de Golfinhos (𝘋𝘰𝘭𝘱𝘩𝘪...
17/07/2025

Esta semana, tivemos o prazer de receber mais um grupo de alunos do Curso Intensivo de Investigação de Golfinhos (𝘋𝘰𝘭𝘱𝘩𝘪𝘯 𝘙𝘦𝘴𝘦𝘢𝘳𝘤𝘩 𝘐𝘯𝘵𝘦𝘳𝘯𝘴𝘩𝘪𝘱 𝘪𝘯 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘢𝘭), promovido pela AIMM - Associação para a Investigação do Meio Marinho.

Estas visitas têm como objetivo dar a conhecer o nosso projeto e reforçar a importância do trabalho desenvolvido para a conservação das espécies marinhas.

Durante a visita, os alunos puderam explorar os nossos laboratórios, conhecer de perto o espaço onde realizamos a maioria dos estudos e compreender os procedimentos aplicados na resposta a arrojamentos de cetáceos e tartarugas-marinhas. Também tiveram a oportunidade de observar algumas amostras recolhidas durante a realização de necrópsias.

Nesta edição em particular, os alunos acompanharam os trabalhos laboratoriais em curso, incluindo a análise do conteúdo estomacal de um golfinho-roaz (𝘛𝘶𝘳𝘴𝘪𝘰𝘱𝘴 𝘵𝘳𝘶𝘯𝘤𝘢𝘵𝘶𝘴), capturado acidentalmente por artes de pesca. Além da identificação do conteúdo alimentar, está a ser investigada a composição de um novelo de fragmentos de redes de pesca, proveniente de diferentes interações com artes de pesca, resultado da ingestão acidental durante episódios de alimentação.

Agradecemos à AIMM pela parceria contínua e pelo interesse em divulgar o nosso trabalho. É com iniciativas como esta que fortalecemos a sensibilização para a proteção da vida marinha.

Após alguns momentos de formação teórica, chegou a altura de iniciar as novas estagiárias nos trabalhos de laboratório a...
09/07/2025

Após alguns momentos de formação teórica, chegou a altura de iniciar as novas estagiárias nos trabalhos de laboratório a decorrer.👩‍🔬🔬

A análise do conteúdo estomacal de cetáceos resultantes de arrojamentos, uma das componentes do trabalho da nossa equipa, permite estudar a dieta, o comportamento alimentar e o papel destes mamíferos nos ecossistemas marinhos. 🐋🐬

Esta investigação revela a relação entre os cetáceos e as suas presas, bem como a influência da distribuição das mesmas na sua alimentação.

O objetivo é identificar as presas, avaliar variações sazonais na dieta, e ainda obter indicadores da saúde do animal, como a presença de poluentes e parasitas. 🪱🦠

Após lavagem e secagem, o conteúdo alimentar é triado para selecionar estruturas-chave (ossos e otólitos de peixes, e bocos de cefalópodes) usadas na identificação macroscópica, com recurso a guias e coleções de referência. 🐙🦑🐠🐟🐡

Esta análise pode ser complementada por te**es genéticos, através da sequenciação do DNA presente nas águas de lavagem dos conteúdos estomacais, para identificar as presas contidas nos mesmos.

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.

A integração de alunos de mestrado numa rede de arrojamentos representa uma oportunidade valiosa tanto para os estudante...
02/07/2025

A integração de alunos de mestrado numa rede de arrojamentos representa uma oportunidade valiosa tanto para os estudantes quanto para as equipas envolvidas.

Os alunos podem desempenhar um conjunto diversificado de tarefas, incluindo:

• Apoio na monitorização e registo de arrojamentos;

• Recolha e processamento de dados biológicos e ambientais;

• Colaboração em necropsias e procedimentos laboratoriais;

• Participação na elaboração de relatórios técnicos e artigos científicos;

• Contribuição para o desenvolvimento de metodologias e protocolos de resposta.

Esta integração proporciona uma experiência formativa completa permitindo aos alunos aplicar conhecimentos teóricos em contextos reais, desenvolver novas competências de trabalho em campo, análise de dados e comunicação científica, bem como reforçar a compreensão sobre os desafios da conservação marinha.

Para as equipas a presença de alunos de mestrado representa um reforço técnico e humano significativo. Muitos dos alunos acrescentam novos pontos de vista, dinamismo e capacidade de resposta, promovendo a inovação e a renovação do conhecimento. Além disso, contribuem para a continuidade e sustentabilidade das atividades da rede, ao preparar futuros profissionais capacitados e conscientes das exigências do trabalho e dos obstáculos enfrentados no dia a dia por uma rede de arrojamentos.

Ontem foi dia de formação teórica para a Helena Busche e para a Vasiliki Devetzi, ambas alunas do mestrado de Biologia Marinha da UALG, a iniciar um estágio curricular com a RAAlg.

Se tudo der certo, uma delas continuará na equipa por mais algum tempo, após o estágio, no âmbito da sua tese de mestrado.

Bem-vindas, Helena e Vasiliki! 🥳

Centro de Ciencias do Mar (CCMAR)
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P.

Endereço

Edifício 7, Campus De Gambelas
Faro

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