17/08/2026
A nova adaptação de A Odisseia, de Christopher Nolan, está a fazer algo que talvez não esperássemos: quase três mil anos depois, Homero voltou a ocupar o espaço público.
Mais do que discutir a fidelidade do filme ao poema, Regina Duarte, investigadora integrada do CeiED, convida-nos a olhar para aquilo que este fenómeno revela: pessoas a redescobrir Ulisses, Penélope, Circe, as Sereias e os Ciclopes; a procurar traduções de A Odisseia; a fazer perguntas e, sobretudo, a aproximar-se de um clássico que continua a falar às novas gerações.
Para a autora, a leitura nasce também da curiosidade e do prazer da descoberta. E os grandes clássicos não sobrevivem por permanecerem intocados, mas porque continuam a ser lidos, reinterpretados e partilhados.
Num tempo em que tanto se fala do declínio da leitura, talvez devêssemos celebrar estes momentos em que uma história antiga consegue despertar novas vontades de ler.
✨ Porque, afinal, uma das melhores portas de entrada para um livro pode ser simplesmente a vontade de descobrir a história que está lá dentro.
👉 Leia o artigo completo de Regina Duarte, no PÚBLICO, de 12 de agosto:
“Através d’A Odisseia de Christopher Nolan, Homero regressou ao espaço público”.