04/07/2026
Excerto de texto do Livro "Assembleia das Nações Estrangeiras, Teatro, Música e Ópera no Iluminismo Português.
Trata-se de um levantamento documental, histórico apresentado de forma cronológica desde o XVIII, que procura identif**ar o envolvimento dos grupos de cidadãos ligados as artes assim como dos seus mecenas, excerto abaixo da página 168.
Este exercício inclui diversos testemunhos de época e autores posteriores que trabalharam a "História das Artes Públicas" procurando transmitir o ambiente do seu tempo, sem esquecer as ligações políticas ou influências com a Corte e a burguesia crescente em Lisboa.
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(...) Nas primeiras décadas da sua atividade, o velho Condes foi um espaço dedicado ao teatro lírico, por onde passaram várias companhias italianas, entre as quais destacamos a companhia da famosa Ana Zamperini, que explorou o espaço entre 1770 e 1774. Há, também, registos de espetáculos de bonifrates representados em alternância com os espetáculos das companhias italianas. Em 1800, esta sala passou a oferecer apenas espetáculos de teatro declamado, albergando várias companhias, entre as quais se salienta a companhia francesa de que fazia parte Émile Doux. Em fevereiro 1812, por uma questão de viabilidade económica, aliaram-se as direções do Teatro de S. Carlos e do Teatro da Rua dos Condes, dando início a uma exploração conjunta destes dois espaços, f**ando o primeiro como espaço dedicado exclusivamente ao teatro lírico e o Condes reservado ao teatro declamado. Esta sociedade durou apenas até julho de 1818, uma vez que o S. Carlos “dera grandes prejuízos” (LOPES 1968: 94), e o então empresário do Condes, António José de Paula, requereu a desanexação do mesmo. (...).*
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