Solar do Desassossego

Solar do Desassossego O Solar do Desassossego é um projecto da Pró-Reitoria DIRI da UFP, funcionando na Casa dos da Garr

Our joint international summer school “The politics of suffering: gender aspects of victimhood narratives in conflict an...
15/07/2025

Our joint international summer school “The politics of suffering: gender aspects of victimhood narratives in conflict and reconciliation”, organized by the Rosa Luxemburg Stiftung, the Cultural Arcs Foundation (Bulgaria) and Ivanovo Center for Gender Studies (Russia) with the collaboration of Fundação Fernando Pessoa in Ponte de Lima is coming to an end

26/09/2022

As Bibliotecas da Fundação Fernando Pessoa e o projeto online Literacidades desafiam a comunidade a participar no dia 28 de outubro na sessão dedicada a Fernando Pessoa.

Este é o primeiro episódio do "Leituras no Écran". A não perder . O Clube de Leitura da UFP como serviço público
22/08/2022

Este é o primeiro episódio do "Leituras no Écran". A não perder . O Clube de Leitura da UFP como serviço público

“Leituras no Écran”, o novo programa realizado no âmbito do Clube de Leitura da UFP, assume-se como um espaço de reflexão e promoção da leitura. Neste #1 ep...

15/10/2020

"Álvaro de Campos nasceu em Tavira, no dia 15 de Outubro de 1890 (às 1.30 da tarde, diz-me o Ferreira Gomes; e é verdade, pois, feito o horóscopo para essa hora, está certo)."
Fernando Pessoa, Carta a Adolfo Casais Monteiro, 13 de Janeiro de 1935

24/08/2020

Dia de recordar Jorge Luis Borges
(24 de agosto de 1899 - 14 de junho de 1986)

'A leitura é uma forma de felicidade', escreveu. E foi no meio de Virgílio, Shakespeare, Cervantes, Verlaine, Flaubert, Voltaire, Carlyle, Quincey, Kafka, Shopenhauer, que Borges viveu a sua vida.
Considerado um dos autores mais importantes do século, com uma obra que tem vindo a conquistar cada vez mais admiradores, o seu nome aparece sempre na lista dos grandes escritores que nunca receberam o Nobel.
A sua obra repartir-se-á pela poesia, novela e ensaio. A partir de 1925 inaugura o que viria a chamar-se conto-ensaio, breves trechos concebidos a partir da sua extraordinária capacidade de leitura, e que partem de um poema, de um livro, de um escritor, envolvendo-se a escrita numa reflexão precisa e lógica, mas sinuosa e labiríntica (cf. Outras Inquirições, 1952).
Uma doença familiar, a perda progressiva da visão, tornou-se cruel destino na vida deste homem, que amava a leitura mais que tudo. Chegou-lhe a cegueira total aos 55 anos. Apesar disso, continuou a viajar e a ministrar cursos pelo mundo fora. Os seus textos são escritos mentalmente e ditados.
«Estando cego, vivo na solidão e, durante todas essas horas, resta-me imaginar. Tenho sempre uma história na cabeça, que se tornará conto ou poema. Eu tendo a transformar tudo em literatura. Não posso dizer que é o meu ofício. É o meu destino. Eu vivo na literatura.» Depois de um casamento fugaz, não consumado, com a amiga de infância Elsa Astette Milan, volta para casa da mãe, Leonor Acevedo, nome de origem portuguesa, a sua paixão de sempre, com quem partilhava o amor a Dickens e Eça de Queirós.
Em 1986 Borges instala-se em Genebra, onde vem a morrer, de cancro hepático, a 14 de Junho.
Jorge Luis Borges, nos seus cursos nas universidades, aconselhava os alunos a lerem os livros e não as críticas.

14/08/2020

Dia de recordar Miguel Torga
12 de agosto de 1907 - 17 de janeiro de 1995

Pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, autor de uma vasta produção literária, largamente reconhecida e traduzida em várias línguas.

Depois de uma experiência de emigração no Brasil durante a adolescência, cursou Medicina em Coimbra, onde passou a viver e onde veio a falecer em 1995. Foi poeta presencista numa primeira fase; a sua obra abordou temas sociais como a justiça e a liberdade, o amor, a angústia da morte, e deixou transparecer uma aliança íntima e permanente entre o homem e a terra. Estreou-se com Ansiedade, destacando-se no domínio da poesia com Orfeu Rebelde, Cântico do Homem, bem como através de muitos poemas dispersos pelos dezasseis volumes do seu Diário; na obra de ficção distinguimos A Criação do Mundo, Bichos, Novos Contos da Montanha, entre outros.

O Diário ocupa um lugar de grande relevo na sua obra. Também como escritor dramático, publicou três obras intituladas Terra Firme, Mar e O Paraíso. Recebeu, entre outros, o Prémio Montaigne em 1981, o Prémio Camões em 1989 e o Prémio Vida Literária (atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores) em 1992.

20/05/2020

Mário de Sá-Carneiro nasceu a 19 de maio de 1890, em Lisboa.

Um dos maiores expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais conceituados membros da “Geração d’Orpheu”, começou a escrever poesia aos 12 anos, já traduzia Victor Hugo aos 15 e, com 16 anos, Goethe e Schiller. Em 1911 matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra, não chegando a concluir o primeiro ano. Prosseguiu os estudos superiores na Sorbonne, em Paris, mas deixou de frequentar as aulas, levando uma vida boémia para combater o seu desespero e frustração.

Conheceu em 1912 aquele que viria a tornar-se o seu melhor amigo, Fernando Pessoa. Apesar de socialmente inadaptado e psicologicamente instável, foi neste ambiente boémio que, entre 1912 e 1916, compôs grande parte da sua obra poética. Com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, integrou o primeiro grupo modernista português, responsável pela edição da revista literária ‘Orpheu’, considerada um verdadeiro escândalo literário na época. Este evento é ainda hoje reconhecido como um dos marcos da história da literatura portuguesa, nomeadamente pela introdução do modernismo em Portugal.

A incapacidade de lidar com as suas angústias pessoais viria a conduzi-lo a um suicídio prematuro, no bairro de Montmartre, em Paris, a 26 de abril de 1916. Disse Fernando Pessoa sobre o seu amigo: "O Sá-Carneiro não teve biografia: teve génio. O que disse foi o que viveu."

23/04/2020

"Não conheço prazer como o dos livros, e pouco leio. Os livros são apresentações aos sonhos, e não precisa de apresentações quem, com a facilidade da vida, entre em conversa com eles. Nunca pude ler um livro com entrega a ele; sempre, a cada passo, o comentário da inteligência ou da imaginação me estorvou a sequência da própria narrativa. No fim de minutos, quem escrevia era eu, e o que estava escrito não estava em parte alguma."
Bernardo Soares, Livro do Desassossego

Dia Mundial do Livro

25/03/2020

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Este é um projecto de aconselhamento psicológico da Pró-Reitoria DIRI e da Clínica Pedagógica de Psicologia aberto a toda a comunidade.
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