A Escola Superior Agrária de Santarém, Unidade Orgânica do Instituto Politécnico de Santarém, é herdeira de uma tradição secular de Ensino Agrário, constituindo uma instituição das mais antigas e prestigiadas do País. A Escola Prática Elementar de Agricultura e Frutuária de Santarém, criada por decreto de 18 de Julho 1888, tomou a designação de Escola de Regentes Agrícolas "Morais Soares, em 1899.
Após várias designações no ano de 1931 é apelidada por Escola de Regentes Agrícolas de Santarém (decreto de nº 19 808 de 15 de junho 1931) sendo extinta pelo Decreto-lei nº 347/82 de 2 de setembro). A Escola Superior Agrária de Santarém foi criada pelo decreto-lei n.º 513-T/79 de 26 de Dezembro abrindo os cursos de Produção Agrícola e de Produção Animal no ano letivo de 1981-82. No ano letivo de 1986-87 abriram os cursos de Tecnologia das Indústrias Agro-Alimentares, ramos da Tecnologia do Vinho e Tecnologia da Carne. Entre 1989 e 1995, foi pioneira na implementação de licenciaturas em Escolas Agrárias, através dos cursos (CESES) de Engenharia de Multiplicação de Plantas e de Engenharia da Mecanização Agrícola. A partir de 1999 foram criadas as licenciaturas bietápicas em Qualidade Alimentar, Engenharia de Gestão e Ordenamento e o Bacharelato em Equinicultura, à altura, o único no país. Com a implementação do Processo de Bolonha no ano letivo de 2006-2007, a formação na ESAS passou a ser ministrada em 2 ciclos, com as licenciaturas a terem uma duração de 3 anos e surgindo os Mestrados com 2 anos. A partir do ano letivo de 2007/2008 foram criados os CETS (Cursos de Especialização Tecnológica) com um ano de duração, surgindo em 2015, para a sua substituição, os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP), com a duração de 2 anos. Esta estrutura de funcionamento permitiu, no ano letivo de 2015-2016 a oferta formativa de 9 TeSP, 5 Licenciaturas e 5 Mestrados. A ESAS reparte as suas atividades por três quintas – a Quinta do Quinto, a Quinta do Bonito e a Quinta do Galinheiro, numa área total de 237 hectares. O olival ocupa uma área total de 36 hectares, distribuídos por regimes intensivos, super-intensivo e tradicional, com as variedades Cobrançosa; Picual; Azeitoneira; Cordovil; Verdeal; Galega, Carrasquenha; Redondil e Koroneiki. Destaca-se mais de 1 ha de olival super intensivo de clones de Galega vulgar. A vinha, ocupando uma área total de 11 ha, compreende inúmeras variedades, com destaque para a Arinto; Aragonês; Fernão Pires; Alicante Bouschet; Syrah; Sauvignon blanc; Chardonnay. Da produção da ESAS é vinificado o ‘Polinómio’ e a restante produção vendida. O campus principal da ESAS situa-se na Quinta do Galinheiro, em Santarém. Esta Quinta possui cerca de 30 hectares e nela funcionam os núcleos animais, onde se privilegiam raças autóctones com cavalos da raça Sorraia e a Escola de Equitação; a vacaria, com instalações para a extração de leite; o ovil, com merinos; o capril; as instalações de suinicultura com Malhados de Alcobaça e a cunicultura. Situam-se ainda neste campus a Oficina Tecnológica dos Produtos Hortofrutícolas; a Adega; a Oficina Tecnológica das Carnes; os Laboratórios Analíticos; as Estufas e o Horto acolhendo ainda empresas de ex-alunos. A ESAS desenvolve investigação e experimentação aplicada nos seguintes domínios:
Alimentação Humana; Avifauna; Biotecnologia, Genética, Conservação e Melhoramento; Caraterização Bioquímica de Carnes; Citotoxicologia; Climatologia; Ecosistemas; Fertilização Mineral, Orgânica e Compostagem; Fisiologia Vegetal; Fitossanidade; Gestão de Culturas Agrícolas; Novos Produtos Alimentares; Práticas Agro-Ambientais; Qualidade Agro-Alimentar; Regadio; Reprodução Animal; Tecnologia do Azeite; Tecnologia Vinagreira; Vinificação e é membro de diversos Centros de Investigação – CIDHUS; CEB; ICAAM; CIISA; MARE; ISA(LEAF); CIEQV; ITQB;iMED:UL. Está representada em numerosas organizações do sector agrícola e agroalimentar, e redes de colaboração institucional, nomeadamente e diversos Centros de Competência. Participa ainda em numerosas Organizações do setor Agrícola, Alimentar e Ambiental com destaque para os Centros de Competência do Sobreiro e da Cortiça; Centro de Excelência para a Agricultura e Agro-Industrias e do Conselho Científico da INOV.LINEA. a Rede de Ciência e Tecnologia do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo. Através dos Estágios curriculares dos seus alunos consegue uma forte ligação com o tecido empresarial da região, permitindo ainda o benefício mútuo troca de experiências.