02/10/2026
Onde cair morto?
A pobreza em primeira pessoa:
não são apenas números, são vidas, escolhas e direitos
Este conjunto de instalações parte de diferentes experiências de vida para colocar em diálogo pobreza, desigualdade, dignidade e participação. Através da arte, procura tornar visíveis realidades muitas vezes silenciadas e criar oportunidades para escutar as pessoas, questionar o quotidiano e imaginar outras possibilidades.
De “Morre Marta, Morre Farta”, que dá corpo à sobrecarga de quem trabalha, cuida e procura garantir a própria sobrevivência, a “Mãe, tenho fome!”, que confronta o público com as dificuldades de assegurar uma alimentação adequada perante um orçamento limitado, as instalações aproximam-nos de experiências concretas marcadas pela precariedade, pelo custo de vida e pelas desigualdades. Esse olhar estende-se ao território através de “Olhares que Transformam”, onde as fotografias, memórias e propostas de crianças e jovens afirmam a importância de participar e fazer ouvir a própria voz na construção dos lugares onde se vive.
Em conjunto, as três propostas convidam-nos a ver, escutar e participar, reconhecendo a arte como espaço de expressão, diálogo e cidadania. Mais do que apresentar respostas, procuram lançar perguntas e estimular uma reflexão coletiva sobre as condições necessárias para construir comunidades mais inclusivas, participativas e capazes de garantir a todas as pessoas uma vida com dignidade.
Aos estudantes da Escola Superior de Educação, deixamos também o convite para que não sejam apenas espectadores, mas participantes neste percurso. Que possam olhar, questionar, partilhar as suas perspetivas e acrescentar os seus próprios contributos, reconhecendo na participação e na educação ferramentas para transformar realidades e construir territórios mais justos e inclusivos.
Até 14 de outubro de 2026 - ESE/UNIPS