15/10/2019
justino pavia
Perfil
Manuel Justino Pavia Paes, nascido em 1949 em Portugal, Alentejo, terra de excelência, boa comida, bons vinhos e ares saudáveis. Embora oriundo de uma pequena família de médios recursos baseados numa agricultura pobre e mal estruturada, frequentei a escola primária em Azaruja, o Liceu em Évora e mais tarde a universidade em Lisboa onde em 1975 completei uma licenciatura em engenharia mecânica.
Profissionalmente absorvo, neste momento, mais de 40 anos de actividade como engenheiro industrial com duas especializações particulares, uma em grandes equipamentos de movimentação de graneis e outra na construção de centrais termoeléctricas com turbinas a gás. Nesta atividade estive ligado à maioria dos projectos executados em Portugal entre 1975 e 2015.
Desde muito cedo se desenvolveu em mim uma capacidade manual alargada e que me conduziu na minha infância à construção da maior parte dos meus brinquedos, numa espécie de desafio ao meu pai que me construía ele próprio os mais complicados.
Com esta facilidade natural e por influência de actividades extra escolares durante o curso dos liceus iniciei percursos de investigação em números área das artes plásticas ainda que de forma reportada às condições sócio culturais dos anos 60.
Assim, percorri caminhos variados desde a electrónica, ao desenho de automóveis, à fotografia, à pintura e à escultura.
Se a fotografia (macro fotografia) e a pintura nunca abandonaram as minhas explorações estéticas as outras foram caindo durante o período universitário e de instalação profissional, tendo renascido mais tarde ou simplesmente dado origem a outras explorações que se iniciaram principalmente a partir dos 45.
De todas estas explorações estou hoje circunscrito a um número mais reduzido de actividades, mas que exerço com vigor e ocupam a maior parte do meu tempo e de que se salientam:
Cutelaria artesanal
Joalharia
Esmaltagem sobre cobre
Fotografia
Tapeçaria
A cutelaria é de longe a minha actividade primária e da qual já posso oferecer um padrão interessante de realizações, que terei o prazer de partilhar convosco assim como de todas as outras actividades.
A cutelaria terá tido um desenvolvimento interessante cuja cronologia se mostra:
Até 1995 – actividade simples de coleccionismo ou construção de abre cartas em madeira
1995 a 1998 – primeiro contacto com a cutelaria industrial e artesanal na Alemanha e na França, primeiro estágio em 1997 na “Association ARAMÉ” (Bretanha) com o escultor de metal Frederic Mazoir,
1998 – retorno a Portugal e inicio na construção artesanal de facas e canivetes,
1998 a 2002 – inicio do processo de forjamento incluindo primeiras experiências na produção de aços amalgamados, vulgo aços “DAMASCO”, simultaneamente com a aquisição de equipamento adequado para a oficina,
2002 a 2005 – fase de aprendizagem na construção de canivetes e da sua mecânica com o amigo “Wolf Borger”,
2005 a 2010 – aperfeiçoamento de técnicas de construção e reforço do equipamento para uma forja a gás propano e projecto e construção de uma prensa hidráulica de 24 tons, inicio de experiências no método de aplicação de esmalte sobre metais como elemento decorativo de cabos de canivetes,
2011 – primeira participação como expositor no Salão de Paris SICAC (Salon International du Couteau d’Art et Collection), venda das primeiras obras,
2011 a 2014 – continuação no desenvolvimento de novas técnicas e designs de facas e continuação da presença no Salão do SICAC em Paris,
2015 a 2016 – anos de transição com a chegada da idade da reforma e preparação para uma nova etapa no desenvolvimento de novos processos e ideias.
2018 – primeira participação na Feira Internacional de Cutelaria nas caldas da Rainha
Um dos aspectos mais relevantes das minhas actividades é a utilização de ideias simples, materiais baratos, materiais reciclados ou relacionados com particularidades da vida ou de experiências tomadas durante as minhas viagens. Isto é oriento a minha actividade na criação de objectos com história, a minha, aquela que eu conto sobre eles.