Luís Alves Agrónomo

Ligar Como chegar Website Contactar a universidade

Luís Alves Agrónomo Agrónomo/Etnobotânico Luís Alves tem 54 anos, é do Porto. Engenheiro Agrónomo com formação regulamentada em modo de produção biológico. Consultor de empresas.

Avaliador externo - European Institute of Innovation and Technology (EIT Food). Especializado em plantas aromáticas, medicinais, condimentares e etnobotânica. Especializado em agroecologia e restauro ecológico. Membro efetivo sénior da Ordem dos Engenheiros, Colégio de Agronomia. Licenciado em Engenharia Agronómica pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Encarregado geral do Parque de Serralves entre 1997 e 2003. Em 2002 fundou o Cantinho das Aromáticas, projeto único do género na Europa Ocidental de agricultura biológica urbana. Durante 21 anos foi agricultor e viveirista, produziu em modo de produção biológico, plantas aromáticas, medicinais, condimentares. Da semente ao produto final, criou infusões, tisanas e condimentos de grande qualidade, para o mercado nacional e para exportação. Orientador e coautor de diversos trabalhos científicos. Lecionou em centenas de palestras, conferências, workshops, em empresas, escolas e universidades de todo o país. Coautor do livro "Erva uma Vez". Distinguido como Técnico Hortícola de Honra, pela Associação Portuguesa de Horticultura. Fez televisão de forma regular durante vários anos, mantendo rubricas regulares na RTP1 e RTP2. ORCID: 0009-0006-4187-5358 | CIENCIA ID: 411A-FF03-39D6 ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Agronomic Engineer with regulated training in organic farming. Agronomic consultant. Expert evaluator - European Institute of Innovation and Technology (EIT Food). Specialized in aromatic, medicinal plants and ethnobotany. Specialized in agroecology and ecological restoration. Senior full member of the Order of Engineers, College of Agronomy. Graduated in Agricultural Engineering from University of Trás-os-Montes and Alto Douro. Co-author of several scientific publications. General Manager of Serralves Park between 1997 and 2003. In 2002 founded Cantinho das Aromáticas, the only project of its kind in Western Europe of urban organic agriculture. For 21 years was a farmer and nurseryman, producing organic aromatic and medicinal plants. From seed to final product created high quality organic herbal teas and seasonings for the national market and for export market. Keynote speaker at hundreds of lectures, conferences, workshops, in companies, schools and universities across the country. Coauthor of the book "Erva uma Vez". Distinguished as Horticultural Technician of Honor by the Portuguese Horticultural Association. Worked in television regularly for several years, maintaining regular appearances on RTP1 and RTP2.

Se tem curiosidade sobre bebidas fermentadas e gostava de aprender a fazê-las em casa de forma simples e segura, este wo...
13/10/2026

Se tem curiosidade sobre bebidas fermentadas e gostava de aprender a fazê-las em casa de forma simples e segura, este workshop é para si.

Durante 2h30 vamos explorar diferentes tipos de fermentação e aprender a preparar:

•⁠ ⁠soda natural
•⁠ ⁠ginger bug + ginger b**r
•⁠ ⁠tepache
•⁠ ⁠kefir de água
•⁠ ⁠kombucha

Vamos perceber o papel do açúcar, como funcionam os starters e as culturas, como se cria carbonatação natural, quais os sinais de uma fermentação saudável e os principais cuidados a ter.

O workshop inclui componente teórica, demonstração prática e degustação de diferentes bebidas fermentadas.

📍 The Cooking Nook
Av. Menéres, n.º 834, Matosinhos
🕒 15h00 às 17h30

Vagas limitadas.

👉 Inscrições aqui: https://negrilho.pt/produto/workshop-presencial-bebidas-fermentadas-24-outubro-matosinhos/

O workshop Vegetais Fermentados & Picles deste sábado esgotou! Mais um grupo fantástico saiu de mãos e ideias prontas pa...
11/10/2026

O workshop Vegetais Fermentados & Picles deste sábado esgotou! Mais um grupo fantástico saiu de mãos e ideias prontas para começar a fermentar em casa.

Com a Maria Cramês, aprenderam a conduzir um dos milagres gastronómicos que mais me fascinam. Ingredientes comuns ganham sabores surpreendentes, pela ação de seres tão pequenos que precisamos de um microscópio para os conhecer.

É extraordinário perceber como esta colaboração com a vida cabe numa cozinha e está ao alcance de qualquer um de nós, seja qual for a experiência junto dos tachos.

Conhecer os ingredientes, acertar nas proporções, cuidar das condições e aprender a acompanhar a transformação. A Maria explica, demonstra e ajuda a ganhar confiança para começar.

Obrigado a todos os que encheram esta tarde de curiosidade e vontade de aprender. O próximo encontro é já no dia 24 de outubro e será dedicado ao meu tema favorito, as bebidas fermentadas.

Haverá sodas fermentadas, kefir de água, kombucha e cerveja de gengibre. Um mundo de aromas, acidez e pequenas bolhas, onde o tempo e os microrganismos ajudam a transformar ingredientes simples em bebidas que apetece voltar a provar.

A Maria vai explicar o papel do açúcar, os cuidados com a fermentação, o engarrafamento e a conservação. Haverá demonstrações e uma degustação final, para que o conhecimento também passe pelo paladar.

Será em Matosinhos, na Avenida Menéres, 834, das 15h00 às 17h30.

Venha descobrir o que pode nascer dentro de uma garrafa na sua cozinha!

Inscreva-se seguindo esta ligação
https://negrilho.pt/produto/workshop-presencial-bebidas-fermentadas-24-outubro-matosinhos/

Que milagre espantoso da Criação. Aquilo que comemos chega-nos revestido por uma camada invisível de vida, capaz de tran...
08/10/2026

Que milagre espantoso da Criação. Aquilo que comemos chega-nos revestido por uma camada invisível de vida, capaz de transformar os alimentos e, pelo caminho, de nos agradar e fazer bem. Muito antes de existirem cozinhas, receitas ou ciência, os microrganismos já transformavam a matéria e inventavam sabores.

Talvez fermentar seja uma das formas mais belas de inteligência humana, uma forma de reconhecer que a natureza começou o trabalho muito antes de nós e aprender a colaborar com ela.

Quando aprendemos a conduzir estes processos, simples alimentos transformam-se em verdadeiros templos de prazer, onde se celebra uma santíssima trindade feita de sabor, saúde e conservação.

Temos hoje um livro de instruções que, à primeira leitura, parece escrito numa língua reservada a especialistas. A Maria Cramês ajuda-nos a decifrá-lo, traduz a complexidade em gestos simples e dá-nos a confiança necessária para começar. É então que tudo muda.

Os alimentos fermentados podem ter efeitos extraordinários na nossa saúde. A ciência ajuda a compreendê-los. Eu tenho-os sentido na minha. O mais desconcertante é perceber como tudo isto pode começar com um vegetal, sal e um frasco.

No dia 10 de outubro, em Matosinhos, a Maria partilha este conhecimento e ensina a iniciar, passo a passo, as primeiras fermentações.

Garanto-lhe que mudará a sua vida, para muito melhor. Inscreva-se, vale mesmo a pena: https://negrilho.pt/produto/workshop-presencial-vegetais-fermentados-picles-10-outubro-matosinhos/

Uma cidade também pode ser lida através das plantas. No dia 25 de outubro, conduzirei uma nova visita botânica do Museu ...
06/10/2026

Uma cidade também pode ser lida através das plantas. No dia 25 de outubro, conduzirei uma nova visita botânica do Museu do Porto. O percurso terá início no Arqueossítio da Rua de D. Hugo, atravessará esta rua do Centro Histórico e terminará no pátio do Museu Guerra Junqueiro.

No Arqueossítio, mais de 2500 anos de ocupação ajudam-nos a compreender a contínua construção do Porto. Entre estruturas, objetos, sedimentos e vestígios de diferentes épocas, procuraremos as relações entre as comunidades humanas e o mundo vegetal. As plantas acompanharam a alimentação, a construção, a medicina, os ofícios, a circulação de mercadorias e a organização da própria cidade.

Já à superfície, observaremos a presença vegetal na rua, na arquitetura e nos materiais urbanos. No pequeno jardim do Museu Guerra Junqueiro, regressaremos às plantas vivas e à forma como um espaço cultivado participa na história de uma casa e da cidade que a envolve.

Entre a arqueologia, a botânica e a paisagem urbana, esta visita propõe uma leitura do Porto a partir daquilo que cresceu, foi utilizado, transformado, representado e conservado.

A visita realiza-se no dia 25 de outubro, das 11h00 às 12h30. A participação é gratuita e está limitada a 20 pessoas, mediante inscrição prévia.

Informações e inscrições

Alberto Carneiro, Pormenor de «Sobre A Água», 1993. Instalação-escultura patente no Arqueossítio. Fotografia de David Oliveira

Ontem, no Centro Cultural de Viana do Castelo, recebi o diploma de Engenheiro Sénior, durante a cerimónia do Dia Regiona...
04/10/2026

Ontem, no Centro Cultural de Viana do Castelo, recebi o diploma de Engenheiro Sénior, durante a cerimónia do Dia Regional do Engenheiro da Ordem dos Engenheiros - Região Norte.

Recebo com orgulho este reconhecimento da competência e maturidade demonstradas no exercício da profissão. É um momento que me leva a pensar no caminho percorrido e nas pessoas com quem tenho aprendido e trabalhado.

Ser engenheiro agrónomo significa assumir responsabilidades sobre o que nos alimenta, os solos que cultivamos, a água de que dependemos e os ecossistemas que sustentam a nossa vida. Exige conhecimento, rigor e capacidade de compreender as consequências das nossas decisões.

A Ordem dos Engenheiros tem uma missão relevante na defesa do interesse público, na promoção da ética e na valorização da qualificação profissional. Tenho procurado contribuir para essa missão também através da formação.

A convite da Região Norte, preparei e lecionei dois cursos de agricultura regenerativa e um de restauro ecológico, partilhando conhecimento e experiência com colegas de diferentes áreas da engenharia.

Esses encontros reforçam uma convicção que acompanha o meu trabalho. O conhecimento ganha alcance quando é partilhado e aplicado a problemas concretos.

Agradeço à Ordem dos Engenheiros este reconhecimento e a confiança que tem depositado no meu contributo.

Continuo com vontade de aprender, de ensinar e de trabalhar por uma agricultura que cuide dos solos, da biodiversidade e das pessoas.

A Maria Cramês parece ter sempre uma horta nas mãos!Na bancada esperam couves, cenouras, pepinos e frascos de vidro. Ent...
02/10/2026

A Maria Cramês parece ter sempre uma horta nas mãos!

Na bancada esperam couves, cenouras, pepinos e frascos de vidro. Entre os dedos, os vegetais começam a libertar o seu sumo. É um gesto simples, destes que se aprendem melhor quando alguém nos mostra e nos convida a chegar mais perto.

Olho para esta fotografia e penso na quantidade de conhecimento que cabe numa cozinha. Na escolha dos ingredientes, na medida do sal, no cuidado com os recipientes. E na vida minúscula que participa na transformação dos alimentos, tantas vezes sem darmos por ela.

Ao fermentar vegetais, criamos condições para que certas bactérias transformem os açúcares em ácidos. Ao longo dos dias, mudam os aromas e os sabores. A colheita ganha outra duração e outras possibilidades à mesa.

Há qualquer coisa de fascinante nesta colaboração. Preparamos os ingredientes, acompanhamos o processo e aprendemos a reconhecer os sinais. O tempo também entra na receita.

No sábado, dia 10 de outubro, a Maria Cramês vai partilhar estes gestos e conhecimentos no workshop presencial Vegetais Fermentados & Picles, em Matosinhos.

Das 15h00 às 17h30, haverá explicações, demonstrações de picles fermentados e de picles em vinagre, espaço para esclarecer dúvidas e uma degustação final. Uma tarde para quem quer começar e levar para a sua cozinha o conhecimento e a confiança para experimentar.

O workshop será na Avenida Menéres, 834 em Matosinhos.

Venha aprender com a Maria a dar mais tempo e novos sabores aos vegetais que chegam à sua mesa!

Inscreva-se aqui
https://negrilho.pt/produto/workshop-presencial-vegetais-fermentados-picles-10-outubro-matosinhos/

Porque é o céu escuro, se o Universo está cheio de estrelas? Esta pergunta, conhecida como o paradoxo de Olbers, encontr...
30/09/2026

Porque é o céu escuro, se o Universo está cheio de estrelas? Esta pergunta, conhecida como o paradoxo de Olbers, encontra uma parte essencial da sua explicação no tempo. O Universo tem uma idade finita e a luz precisa de tempo para chegar até nós.

A expansão do espaço alonga também as ondas dessa radiação, levando parte dela para além do que os nossos olhos conseguem ver. A escuridão entre as estrelas fala-nos da história do Universo e dos limites do nosso olhar.

Gosto de pensar que vivemos rodeados de todas as respostas que antecederam as nossas perguntas. Possibilidades que a vida foi desenvolvendo ao longo de milhões de anos, neste planeta que nos deu origem e continua a sustentar-nos.

Entre a existência dessas possibilidades e o momento em que aprendemos a reconhecê-las, cabe uma parte imensa da nossa história.

Também aqui há um caminho até à luz. Somos uma espécie jovem, a tentar compreender o mundo a que pertencemos. Avançamos pelo desconhecido, cometemos erros, acumulamos conhecimento e comprometemos, por vezes, as condições da nossa própria sobrevivência.

Muitas das respostas que procuramos podem estar próximas, dentro de relações que ainda nos escapam. Para chegar até elas, precisamos de aprender a perguntar.

Uma pergunta dá direção à procura. Traz consigo o que já sabemos, as certezas a que nos habituámos e os limites da nossa compreensão do mundo.

Fazer a pergunta certa exige reconhecer esses limites, cultivar a atenção, admitir que o mundo possa exceder o que estamos preparados para compreender. Talvez a nossa escuridão tenha também a idade das perguntas que ainda nos faltam fazer.

É nessa procura que encontro um possível sentido para a vida. Cada um de nós pode ajudar a percorrer uma parte do caminho, tornar uma pergunta mais clara, fazer chegar a outros aquilo que conseguiu compreender. A luz ganha continuidade nesse conhecimento que passa de uma vida para outra.

À medida que aprendemos a reconhecer o que nos rodeia, vamos compreendendo melhor o nosso lugar. Somos uma parte desta vida, com a possibilidade extraordinária de a interrogar e com a responsabilidade de aprender a viver dentro das relações que a tornam possível.

A nossa existência terrena é finita. Tal como a luz das estrelas, o que aprendemos pode continuar viagem para além de nós. Encontro um sentido para a vida na luz que conseguimos fazer chegar a quem continua o caminho.

Cada um de nós transporta cerca de duzentos gramas de bactérias, concentradas sobretudo no intestino grosso. Para um adu...
28/09/2026

Cada um de nós transporta cerca de duzentos gramas de bactérias, concentradas sobretudo no intestino grosso. Para um adulto, estima-se que sejam 38 biliões. Em duzentos gramas cabe uma multidão de seres indispensáveis ao funcionamento do nosso corpo.

Estas comunidades ajudam-nos a digerir os alimentos, dificultam a instalação de microrganismos capazes de causar doenças e intervêm na regulação das nossas defesas. A nossa espécie cresceu e evoluiu com estes seres. Não existiríamos sem eles.

Habituámo-nos a ouvir falar de bactérias quando uma análise revela uma infeção ou quando um médico prescreve um antibiótico. A atenção que damos às causadoras de doenças torna quase invisíveis as comunidades que nos ajudam a viver melhor.

No solo vivem outras comunidades bacterianas, igualmente numerosas e muito menos conhecidas. Algumas produzem substâncias que usamos para tratar doenças. Uma mão-cheia de terra pode guardar o princípio de um medicamento. A procura tem qualquer coisa de aventura em busca do cálice sagrado, com a particularidade de poder começar no fundo da nossa horta ou jardim.

Em 1974, Satoshi Ōmura recolheu terra junto a um campo de golfe, na costa japonesa. Trabalhava no Instituto Kitasato e procurava microrganismos capazes de produzir substâncias com interesse para a medicina.

A sua equipa cultivou uma bactéria daquela amostra, então chamada Streptomyces avermitilis, e enviou-a para a Merck, nos Estados Unidos. Ali descobriram que produzia avermectinas.

A partir delas desenvolveram a ivermectina, usada primeiro em animais e depois no tratamento da oncocercose, conhecida como cegueira dos rios, e da filaríase linfática. O trabalho de Ōmura e William Campbell recebeu o Nobel da Medicina em 2015.

Durante muitos anos, a estirpe encontrada por Ōmura foi considerada a única fonte natural conhecida de avermectinas. Entretanto, no Paquistão e no Egito foram encontradas outras estirpes produtoras de compostos dessa família.

Em 1943, no laboratório de Selman Waksman, Albert Schatz isolara duas estirpes de Streptomyces griseus capazes de produzir estreptomicina. Uma viera da terra. A estreptomicina tornou-se o primeiro antibiótico eficaz contra a tuberculose. O Nobel da Medicina de 1952 foi atribuído a Waksman.

Uma década depois, o químico Edmund Kornfeld pediu ao amigo William Conley, missionário em Bornéu, que lhe enviasse amostras de solo. Conley confiou parte da recolha a William Bouw, que vivia no interior da ilha. Da terra enviada por Bouw surgiu Amycolatopsis orientalis, produtora da substância que daria origem à vancomicina.

O primeiro preparado era tão escuro e impuro que lhe chamaram «lama do Mississípi». Purificado, tornou-se um antibiótico utilizado contra infeções graves, incluindo algumas que atingem o sangue, as válvulas do coração e os ossos.

Em 1960, a farmacêutica Farmitalia e o Instituto Nacional de Tumores de Milão iniciaram uma procura conjunta de substâncias naturais capazes de combater o cancro.

Uma amostra de solo recolhida perto de Castel del Monte, no sul de Itália, revelou Streptomyces peucetius. A equipa de Aurelio Di Marco encontrou nela uma substância vermelha que travava o crescimento de tumores em ratinhos.

Chamou-lhe daunomicina, numa referência à antiga Daunia. Viria a ser conhecida como daunorrubicina. A investigação prosseguiu e uma estirpe obtida em laboratório produziu a doxorrubicina, apresentada em 1969 por Federico Arcamone e outros investigadores. Continua a ser usada no tratamento de vários tipos de cancro.

Também de uma amostra de Rapa Nui, recolhida numa expedição de 1964 pelo bacteriologista Georges Nógrády, veio uma substância cujo nome guardou o da ilha. Produzida por Streptomyces hygroscopicus, a rapamicina começou por ser estudada pela sua ação contra fungos.

Hoje ajuda a prevenir a rejeição de órgãos transplantados, e o seu estudo abriu caminho à compreensão de mecanismos que regulam o crescimento das células.

A procura também se faz perto de nós. Em Cristelo, no concelho de Paredes, alunos do 9º e do 12º ano estudaram amostras de terra no projeto MicroMundo, orientados por estudantes do Instituto Universitário de Ciências da Saúde da CESPU. Numa amostra de solo agrícola húmido encontraram duas bactérias que travaram o crescimento de outras em laboratório.

Mais tarde, os investigadores verificaram que esse efeito também ocorria perante algumas bactérias resistentes a vários antibióticos. É uma pista que ainda exige mais estudo, nascida de terra recolhida por alunos de uma escola.

Na Austrália, a Universidade de Queensland convidou as pessoas a enviar amostras de terra dos seus quintais. Até dezembro de 2022, recebera dez mil amostras. Entre os microrganismos estudados, a equipa encontrou dezassete moléculas com estruturas químicas até então desconhecidas. Ainda terão de percorrer um longo caminho antes de se saber se alguma chegará a medicamento.

À velocidade a que destruímos os solos, quantos microrganismos desaparecerão antes de termos oportunidade de os estudar?

Ōmura baixou-se junto a um campo de golfe e recolheu um pouco de terra. Daquele gesto nasceram tratamentos que mudaram a vida de milhões de pessoas. Todos os dias pisamos solos onde vivem bactérias que ainda não conhecemos.

Gostaria que a busca da próxima amostra extraordinária acompanhasse os futuros agrónomos, na cidade e no mundo rural. O cálice sagrado desta história pode estar sob os nossos pés.

Para o procurar, precisamos de solos vivos e de quem se fascine com uma mão-cheia de terra, tenha a curiosidade de a estudar, o conhecimento para a compreender e o empenho para continuar a procurar, na farmácia que pisamos.

Endereço

Vila Nova De Gaia

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando Luís Alves Agrónomo publicar novidades e promoções. O seu endereço de e-mail não será utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Contactar A Universidade

Envie uma mensagem para Luís Alves Agrónomo:

Atalhos

Partilhar